Os rossoneri, atuais campeões da Serie A, esperam que a viagem até à Arábia Saudita sirva de ponto de viragem depois de um regresso complicado após o Mundial-2022, com dois empates que permitiram ao Nápoles alargar a vantagem no topo da classificação, bem como a eliminação da Taça de Itália, diante de um Torino reduzido a 10 jogadores (1-0 no prolongamento).
"Estou sempre preocupado, mesmo quando ganhamos. Faremos tudo o que for possível para estarmos preparados para a Supertaça", garantiu Stefano Pioli logo depois do empate (2-2) com o Lecce, num encontro em que os seus jogadores desiludiram principalmente durante a primeira parte, com Theo Hernandez, por exemplo, a ser substituído ao intervalo.
Por seu lado, o Inter, campeão em título da Taça e da Supertaça, encara o duelo de Riad como uma pequena vingança por ter perdido por detalhes a luta pelo scudetto de 2022 para o rival.
Verdadeiro homem de finais, o treinador nerazurro Simone Inzaghi pode conquistar, aos 46 anos, a sua quarta edição da SupertaçaSupertaça noutras tantas participações, alcançando um recorde que é atualmente partilhado por Fabio Capello e Marcello Lippi.
Inzaghi levantou o troféu duas vezes com a Lazio, em 2017 e 2019, e uma com o Inter, em 2022.
Futebol italiano à procura de seduzir o investimento árabe
Na Supertaça, os dois rivais históricos da Lombardia só se enfrentaram em 2011. Na altura, venceu o Milan, com um golo de Zlatan Ibrahimovic, que não estará em campo esta quarta-feira por se encontrar ainda a recuperar da cirurgia ao joelho a que foi submetido em maio.
Entre a Supertaça de Espanha, ganha pelo Barcelona, e o amigável de gala entre a Riyadh ST XI, uma equipa composta por jogadores do Al-Hilal e do Al Nassr, entre os quais Cristiano Ronaldo, e o Paris Saint-Germain, de Lionel Messi, o reino receberá a Supertaça de Itália pela terceira vez.
As duas primeiras, disputadas em janeiro e dezembro de 2019, foram precedidas de polémica em torno do respeito dos direitos humanos e das mulheres naquele país.
Depois de duas edições em Itália, por culpa da pandemia de COVID-19, o futebol italiano regressa ao mundo árabe, onde não tem a visibilidade que deseja, o que fica comprovado pela dificuldade sentida para encontrar uma emissora que transmita o jogo na região.
A emissora anterior, a beIN Sport, não concorreu, acusando a Série A de patrocinar a Arábia Saudita, que, por sua vez, estaria alegadamente a apoiar um sistema pirata de transmissões desportivas.
Depois de um ano com jogos do campeonato italiano oferecidos gratuitamente pelo YouTube para aquela região, os responsáveis chegaram a um acordo em junho passado com o conglomerado Abu Dhabi Media para as próximas três temporadas, mas por um valor inferior ao pago anteriormente pela beIN.
