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Fórmula 1: Fernando Alonso insiste que falta talento na cauda da grelha

Fernando Alonso, da Aston Martin, antes do Grande Prémio da Cidade do México
Fernando Alonso, da Aston Martin, antes do Grande Prémio da Cidade do MéxicoREUTERS / Eloisa Sanchez

Fernando Alonso reforçou, esta quinta-feira, as críticas ao nível de condução dos pilotos das últimas posições da Fórmula 1, depois de os pilotos da Williams, Carlos Sainz e Alex Albon, terem respondido.

O bicampeão mundial Fernando Alonso, cuja equipa Aston Martin é a penúltima classificada no geral e está uma posição atrás da Williams, afirmou, após o Grande Prémio dos Estados Unidos do último fim de semana, que havia "um nível de condução muito baixo e falta de talento" no terço inferior da grelha.

As declarações surgiram depois de uma colisão com Albon, quando o tailandês tentou ultrapassá-lo no Circuito das Américas, em Austin, onde Alonso terminou em 16.º e Albon em 17.º.

"Continuo a sentir o mesmo", disse Fernando Alonso aos jornalistas antes do Grande Prémio da Cidade do México, no Autódromo Hermanos Rodríguez.

"Penso que todos sabemos quem se sentiu atingido por esse comentário. Isso diz-vos tudo. Não acho que todos os incidentes na primeira volta, todos os toques e todas as asas dianteiras que voam por aí — todos estes tipos de coisas — sejam necessários, sobretudo quando se está a lutar por nada na cauda da grelha. Infelizmente, não foi apenas em Austin. Tive o azar de estar nessa zona da corrida durante toda a temporada e vejo coisas a partir do carro sobre as quais não posso falar aqui", acrescentou.

Albon, numa conferência de imprensa posterior, discordou.

"Não é agradável ouvir esses comentários, de muitas formas. Estamos a competir contra alguém que admirávamos, mas, ao mesmo tempo, não concordo. É tão simples quanto isso", afirmou.

"Penso que o nível é forte em toda a grelha. Há 10 ou 15 anos, a metade inferior da grelha não era como é agora. Já não temos pilotos pagantes (aqueles que pagam pelos seus lugares). Esperemos não nos cruzar na corrida deste fim de semana", acrescentou.

O companheiro de equipa Carlos Sainz, vencedor de uma corrida no México ao serviço da Ferrari, também considerou que a grelha atual é a mais forte dos últimos anos. Disse ainda que tinha Albon em muito boa conta e que gostava de competir com ele.

"Diria que nunca tinha estado no terço inferior da grelha até este ano", acrescentou o espanhol.

"Não é definitivamente agradável. Não tanto pela qualidade das corridas, mas porque tendemos a lutar contra pessoas que têm muito pouco a perder, já que o melhor resultado que se pode alcançar é um 20.º lugar. Por isso, há por vezes incidentes ou coisas que nunca aconteceriam no topo da grelha, simplesmente porque há muito mais a perder. Penso que, de um modo geral, nenhum de nós, no terço inferior da grelha, merece estar a lutar pelas posições pelas quais estamos a lutar. Todos temos talento suficiente para lutar por pódios, pelos cinco primeiros lugares e por vitórias", concluiu.

A última classificada, a Cadillac, conta com os antigos vencedores de corridas Valtteri Bottas e Sergio Perez. Todos os pilotos das quatro últimas equipas, à exceção do jovem brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, já subiram ao pódio em algum momento das suas carreiras na Fórmula 1.

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