Kimi Antonelli, de 20 anos, está prestes a tornar-se o campeão mais jovem da Fórmula 1 e o primeiro italiano desde 1953, caso termine o Grande Prémio da Cidade do México de domingo em nono lugar ou melhor. Isso deixaria o favorito ao título na pré-temporada, Russell, de 28 anos, numa luta pelo segundo lugar.
Os dois não entraram em conflito nas corridas, como aconteceu com muitos dos anteriores rivais na luta pelo campeonato. Nesses casos, as relações pessoais deterioraram-se e nasceram rivalidades intensas, como ficou tristemente célebre com o tetracampeão Alain Prost e o tricampeão Ayrton Senna na McLaren, no final dos anos 1980.
"A nível pessoal, o Kimi é obviamente um tipo fantástico e tem muita energia... E não tivemos qualquer razão este ano para não continuarmos a ter uma ótima relação", afirmou George Russell.
"Penso que muitas destas rivalidades em pista começam devido a incidentes ou ações em pista e, na verdade, ele esteve a um nível superior ao meu este ano. Assim, não estivemos muitas vezes nessa situação. Tivemos uma ou duas corridas... Mas, quando chega a corrida propriamente dita, mantemo-nos concentrados no nosso trabalho e colaboramos com os nossos engenheiros respetivos para tentar tirar o máximo partido dela", acrescentou.
Russell está a 123 pontos de Antonelli na luta pelo título de pilotos antes da corrida deste fim de semana no Autódromo Hermanos Rodríguez, um ponto à frente do antigo companheiro de equipa e sete vezes campeão Lewis Hamilton, da Ferrari.
Na sexta-feira, deverá ceder o seu lugar no primeiro treino livre ao piloto de testes da equipa Mercedes, Frederik Vesti, dando a Antonelli uma vantagem inicial caso o italiano recupere de um vírus e participe na sessão.
Russell acrescentou que significaria pouco para si terminar como segundo classificado atrás de Antonelli na luta pelo título.
"Penso que, para todos os pilotos da grelha, só há uma posição que interessa: a P1. Ser o melhor dos restantes não é propriamente algo com que sonhemos em crianças", afirmou.
"Claro que quero terminar o mais acima possível. Quero ganhar o maior número de corridas possível. Mas, para mim, é mais importante terminar a época com uma dinâmica positiva do que necessariamente nessa posição final", concluiu George Russell.
