"É apenas um pequeno retoque. Ainda não é aquilo de que precisamos para podermos realmente atacar a fundo. É complicado pôr toda a gente de acordo. Espero apenas que, para o próximo ano, possamos fazer alterações muito, muito grandes", sublinhou o neerlandês perante muitos jornalistas reunidos no paddock do Hard Rock Stadium.
"Acho que todos tentaram dar o seu melhor para, pelo menos, trazer alguma coisa, mesmo que, obviamente, isso não vá mudar grande coisa", acrescentou.
As altas instâncias da F1 aproveitaram a longa paragem forçada de cinco semanas devido ao conflito no Médio Oriente, que levou ao cancelamento dos GP do Bahrain e da Arábia Saudita, para proceder a alterações regulamentares, nomeadamente após o grave acidente de Oliver Bearman (Haas) no Japão no final de março.
Ao chegar a alta velocidade, o jovem inglês embateu violentamente contra um muro de proteção depois de ter evitado por pouco o argentino Franco Colapinto (Alpine), que circulava muito mais devagar porque estava a recarregar a bateria elétrica do seu carro.
Os monolugares foram profundamente alterados esta época com a entrada em vigor de um novo regulamento que modificou de forma significativa os chassis, a aerodinâmica e, sobretudo, os motores dos carros, agora 50 % térmicos e 50 % elétricos, o que implica uma gestão energética pouco natural para os pilotos.
A nova versão do regulamento técnico visa, sobretudo, reduzir de forma significativa as diferenças de velocidade entre os monolugares para evitar que um incidente semelhante volte a acontecer e também pretende simplificar a gestão da energia para os pilotos, permitindo-lhes atacar mais durante as qualificações.
Apesar de não deverem abalar a hierarquia nem pôr em causa a hegemonia da Mercedes, estes ajustes foram saudados pela maioria dos pilotos como um avanço, ainda que tímido. Destacou-se sobretudo o facto de as instâncias estarem agora dispostas a ouvir as críticas dos pilotos, o que nem sempre acontecia no passado.
"O ponto positivo é que tivemos boas reuniões com a F1 e a FIA (Federação Internacional do Automóvel). Provavelmente é um ponto de partida interessante para o futuro. Mesmo daqui a alguns anos, se já não estiver aqui, espero sinceramente que os pilotos possam ter mais voz junto dos organizadores de forma geral", sublinhou Verstappen.
Desde o início do ano, Mad Max tem-se mostrado totalmente contra a nova regulamentação e chegou mesmo a classificar os novos monolugares como "Fórmula E em esteróides".
