"A Ferrari foi sempre a equipa mais querida para mim e quero cumprir esta missão de vencer o Campeonato do Mundo", afirmou Charles Leclerc depois de renovar com a escuderia italiana, na quarta-feira.
Já com contrato de longa duração, o monegasco conseguiu assim reforçar a sua posição na grelha e reafirmar incansavelmente o seu amor pela escuderia do cavallino rampante. Aquela que lhe deu tudo.
Sem vitórias este ano e com dificuldades nas últimas corridas, o Predestinado ainda não tem garantias de voltar a triunfar no Principado. Pelo contrário, se conseguir impor-se com brilhantismo no circuito da sua terra, relançará de forma perfeita a sua luta pelo Campeonato, mostrando também que fez bem em confiar na Ferrari.
Um turbo mais pequeno, ideal para o Mónaco
Este fim de semana, os Ferrari partem como favorios. Conduzir pelas ruas do Principado está longe de ser algo banal. As curvas são lentas e os pilotos passam muito perto dos rails de proteção. Qualquer erro pode sair muito caro. O talento do piloto conta, por isso, bastante no resultado final, enquanto os carros não precisam de ser necessariamente os mais rápidos.
Isto é uma vantagem para os carros italianos. A Ferrari optou por montar um turbo mais pequeno do que os rivais antes do início da época. Isso dá às duas monolugares uma vantagem numa pista como a do Mónaco, já que não é necessária uma grande velocidade de ponta.
Como explicou Pierre Gasly durante um encontro com a imprensa na quinta-feira, "vão conseguir gerir melhor do que ninguém estes problemas de turbo. O facto de se andar a uma velocidade muito baixa, a um regime muito baixo, torna o turbo muito mais fácil de fazer funcionar."
Além disso, graças ao seu chassis e às suspensões, o carro vermelho é provavelmente mais ágil do que muitos rivais. E no Mónaco, esse detalhe faz toda a diferença.
No entanto, Gasly também lembrou que "a Mercedes está preparada e terá soluções prontas para tentar optimizar ao máximo." A Ferrari tem, assim, trunfos para jogar. Mas os rivais prepararam-se.
Um ponto também sublinhado por Leclerc, ontem, em conferência de imprensa: "Estamos certamente em melhor posição e, se tivesse de apostar num circuito, provavelmente seria o Mónaco. No entanto, penso que a Mercedes manteve uma vantagem significativa desde o início do ano, por isso vão ser muito competitivos. Acredito que também a McLaren e a Red Bull vão estar extremamente fortes. Sofremos muito em linha reta até agora, mas aqui esse défice deverá pesar menos, porque podem contar com um excelente chassis e um pacote aerodinâmico eficaz."
Vencer nas ruas da sua infância
O Mónaco é sempre especial. Ainda mais para Leclerc. Crescido no Principado, seria redutor dizer que conhece apenas o circuito. Além disso, com Itália tão perto, os Tifosi chegam em massa para apoiar o seu piloto.
Desde a sua vitória em 2024, sonha voltar ao pódio. E o que pode ser melhor do que consegui-lo, reforçando também a sua ligação à Ferrari?
"Para mim, a situação era muito clara: adoro esta equipa e penso que isso é visível. Oito anos passaram-se com a escuderia de Fórmula 1 e dez com a Ferrari. Foram dos primeiros a acreditar em mim e a ajudar-me a chegar onde estou hoje. Além disso, acredito profundamente no projeto", reiterou o piloto em conferência de imprensa.
"Vemos muitas inovações e temos uma visão a longo prazo. Queremos regressar ao topo o mais depressa possível e eu apoio essa linha. O meu apego à equipa é enorme, vencer é importante para todos os pilotos, mas vencer de vermelho tem um sabor único", acrescentou.
Aos 28 anos, o monegasco soma 176 Grandes Prémios, 8 vitórias, 27 pole positions, 11 voltas mais rápidas e 52 pódios. A renovação do contrato leva-o a querer ainda mais. Talvez isso se traduza num sucesso em casa, que pode até mudar o rumo da época.
