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Mundiais de Canoagem: Portugueses dizem que bronze é prova de consistência internacional

Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha conquistaram medalha de bronze
Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha conquistaram medalha de bronzeFederação Portuguesa de Canoagem

Os canoístas Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha exultaram esta sexta-feira com a medalha de bronze mundial em K4 500 metros, em Poznan, provando que o inédito título mundial de 2025 em Itália não foi acaso.

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Trabalhámos muito diariamente, com a mesma humildade de sempre. Éramos campeões do mundo, mas ao chegar aqui sabíamos que podíamos nem sequer entrar numa final, pois estas provas são muito disputadas. Todas as nações querem ganhar o K4. Esta equipa trabalha com muita humildade, com muita vontade de vencer e temos um objetivo grande para LA-2028, que queremos garantir já nas próximas provas”, reagiu João Ribeiro.

A competir na pista sete, os portugueses, campeões mundiais em 2025, em Itália, acabaram a final da prova rainha da canoagem no terceiro lugar, em 1.25,53 minutos, ficando a 1,58 segundos da Alemanha, ouro, que superou a Austrália, prata, por 62 centésimos.

“Estou muito contente, obviamente. É um bronze, mas com sabor especial. Este ano batemos muitas vezes nos quartos lugares, mas conseguimos manter a cabeça firme. Fizemos uma prova muito boa, muito dura. O vento contra não nos é muito favorável, mas tivemos cabeça, soubemos gerir da forma certa e sair daqui com uma medalha que garante muitos pontos neste ciclo olímpico”, regozijou-se Messias Baptista.

Até chegar ao Mundial, o quarteto tinha sido quarto classificado nos Europeus, a 20 milésimos do bronze, contabilizando mais dois quartos lugares e uma medalha de prata nas três Taças do Mundo do calendário internacional.

No novo sistema de apuramento olímpico, por ranking, são contabilizados os quatro melhores resultados nas cinco provas da época, o Mundial, que atribui 1.500 pontos aos vencedores, as provas Continentais (Europeus) e três Taças do Mundo, todos com 1.000 pontos.

Gustavo Gonçalves, que vai na posição um do caiaque, revela que só quando olharam para os números alinhados para a pesagem dos barcos no fim da regata perceberam que tinham sido medalha de bronze.

Mostrámos que somos uma equipa consistente, estamos sempre entre as melhores do Mundo. É continuar a trabalhar, pois este resultado vai dar-nos muitos pontos”, exultou, sabendo que entraram nos mundiais na terceira posição, atrás da Hungria e da Alemanha.

Pedro Casinha reforçou as ambições olímpicas da tripulação e assumiu o privilégio de “poder competir com esta equipa fantástica e dar tudo” em prol da mesma e de Portugal.


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