Ir para o conteúdo principal

Mundiais de Canoagem: Teresa Portela desvaloriza resultado no reencontro com o K1

Teresa Portela em ação
Teresa Portela em açãoFederação Portuguesa de Canoagem

A canoísta Teresa Portela considerou este sábado que o quinto lugar na final B de K1 500 metros foi o resultado da sua regata menos conseguida nos Mundiais da Polónia, nos quais voltou a fazer embarcação individual, após Paris-2024.

O resultado, não me satisfez, obviamente. Não foi a prova que eu queria, com ondas, e gostaria de ter competido na outra final. Mas reforço que o meu objetivo quando me foquei em mim não era para competir no K1. Surgiu a oportunidade de fazer esta prova no mundial e isso foi a consequência”, afirmou.

Teresa Portela, a melhor canoísta portuguesa da história, e que nos últimos dois anos se focou em fazer evoluir o K4 e K2 500 metros, sem os resultados pretendidos, voltou ao K1 após dois anos sem competir nesta tripulação, acabando em 14.ª mundial, com apenas cinco semanas de treino.

Estavam muitas ondas e como na parte final sinto que é mesmo uma questão de treino, foi mais segurar-me do que propriamente o resultado. Nem senti falta de força, simplesmente senti que me falta essa parte final. E que depois foi tentar-me mais segurar do que tentar ganhar, não conseguia mesmo, estava muito desequilibrada”, completou.

Teresa Portela, de 38 anos, assumiu que voltou a “gostar muito” de competir em K1 e agora vai “refletir” sobre o que quer para o futuro e o que foi esta época, que resumiu em três palavras, “confusa, determinante e positiva”.

Beatriz Fernandes foi sexta na semifinal de C1 200 metros e vai à final B numa distância que não é bem a sua “praia”, apesar de ser olímpica, pelo que espera poder “trabalhá-la mais”.

A época tem sido bastante longa, por isso acho também que há uma motivação acabar isto em grande e o mais rápido possível. Como em todas as provas que tenho encarado até agora, tenho que dar sempre o meu máximo e obter o melhor resultado possível”, sentenciou.

Quanto ao K2 500 feminino, Ana Brito realçou as “condições muito difíceis” que levaram a equipa, com Clara Duarte, ao oitavo lugar repescado, por tempo, para a final B.

Cada remada estava difícil de dar com qualidade. Fizemos o que tínhamos a fazer, queríamos arriscar e assim fizemos, tentamos ir logo com tudo desde o início, mas as condições foram ficando cada vez mais difíceis, para todas”, disse.

Já Clara Duarte sublinhou o facto da dupla nunca ter competido junta internacionalmente em K2, e o “muito trabalho” que as espera, sendo certo que, dada a “juventude” da equipa de caiaques feminina, há ainda uma “margem de evolução muito grande”.

Até ao momento, Portugal tem uma medalha nos mundiais, a de bronze do K4 500 de Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha.


Menções