“Estou nestes Mundiais como em todas as outras provas, para estar entre os melhores, sempre nos lugares da frente e, se possível, conquistar uma medalha”, assumiu, em declarações à Lusa, o atleta que foi terceiro em 2024.
No paratriatlo, a categoria de PTS5 significa que os triatletas têm comprometimento de baixo grau em uma das pernas, de grau moderado em ambos os antebraços, de alto grau em um dos pés e tornozelo, ou ausência de membros.
Filipe Marques, que recebeu a medalha de bronze nos Jogos Paralímpicos de Paris-2024 recentemente, após a desclassificação do brasileiro Ronan Cordeiro, por violar as regras de doping, quer continuar a “fazer história” em Portugal.
“Os restantes atletas também estiveram a treinar, como eu, e vai ser a prova mais importante da época para eles, como também para mim, acho que é essa vai ser a maior dificuldade”, ilustrou o português que, em 2025, foi quinto, em Wollongong, na Austrália.
Filipe Marques, que tem alcançado o pódio nas Taças do Mundo, tendo vencido a de Alhandra, Vila Franca de Xira, em 05 de setembro, está apostado em repetir um “ano de excelência”, pelo que deseja melhorar o nono lugar de 2023, que foi precisamente em Pontevedra, e no qual uma penalização de um minuto no ciclismo o fez “perder muitos lugares”.
A estratégia para quarta-feira é a de “ganhar o máximo de vantagem na natação”, o seu segmento mais forte, “manter ou melhorar na bicicleta” para, depois, “correr mais tranquilo rumo à meta”, a parte na qual ainda tem mais a evoluir.
O norte-americano Chris Hammer e o alemão Martin Schulz, respetivamente campeão e vice-campeão paralímpicos, são aqueles a quem atribuiu maior favoritismo na prova que “junta os melhores do mundo”.
