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Mundiais de Triatlo: João Nuno Batista quer aproveitar outras lutas para surpreender

João Nuno Batista em ação
João Nuno Batista em açãoFederação Portuguesa de Triatlo

O português João Nuno Batista disse este sábado acreditar que pode surpreender no domingo na superfinal dos Mundiais de triatlo de Pontevedra, mesmo estando disponível para ajudar os compatriotas Vasco Vilaça e Ricardo Batista a segurarem o pódio.

“Como é a minha primeira superfinal não gosto de colocar um resultado fixo ao meu desempenho. Vou fazer o meu melhor e, sem dúvida, tentar estar à altura do trabalho que tenho feito nos últimos meses”, vincou.

João Nuno Batista, 22.º do ranking internacional, integra o quarteto luso em prova na Elite masculina, na qual Vasco Vilaça vai tentar manter a liderança e assegurar o triunfo no Mundial, enquanto o irmão Ricardo Batista procura segurar o terceiro lugar, ameaçado, de perto, por adversários brasileiro e francês. Miguel Tiago Silva é 45.º na hierarquia.

“Acho que o triatlo é um desporto individual, mas eu vou tentar auxiliar no possível para ajudar os meus companheiros de equipa”, sublinhou.

Questionado sobre se as marcações entre Vasco Vilaça e o campeão em título Matthew Hauser, e de Ricardo Batista, Miguel Hidalgo, atual vice-campeão do mundo, e Dorian Coninx podem contribuir para que possa surpreender, por ser um ‘outsider’ na luta pelos primeiros lugares, sorriu e deixou um “talvez, talvez” no ar.

O campeão do mundo de juniores em 2023 e prata em 2021 – foi também bicampeão da Europa - diz querer, sobretudo, “dar continuidade à excelente época” que tem feito, na qual se destaca o quarto lugar na Taça do Mundo de Weihai, na China, o seu melhor resultado de sempre no circuito mundial, e o 15.º nos Europeus de sprint (metade da distância olímpica) na Polónia.

João Nuno Batista assume ser um triatleta “muito completo” – “neste momento acho que não preciso de evoluir em nenhum segmento” – e espera “mostrar isso mesmo” no domingo.

O triatleta luso assume mesmo a vontade de nos “próximos anos”, vir também a lutar pelo pódio no Mundial de Elites, dando continuidade a um percurso imaculado nos escalões jovens: com 21 anos, seria dos favoritos ao título na cidade espanhola, na categoria de sub-23, disputado em prova única, porém persiste na aposta de competir nas Elites.

“Não este ano, porque é impossível, mas para os próximos anos, quem sabe? (se não pode ser campeão do mundo). Não vou dizer que não é possível, mas vai ser muito duro”, concluiu.

A superfinal de Elites do triatlo mundial disputa-se no domingo, às 17:00 (hora em Lisboa).

Até ao momento, Portugal tem duas medalhas nos Mundiais, a de prata do júnior Dinis Ferreira e o bronze de Filipe Marques, na classe adaptada de PTS5.

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