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Mundiais de triatlo: Júniores Catarina Santos e Letícia Magalhães sonham com a ribalta

Júniores Catarina Santos e Letícia Magalhães sonham com a ribalta nos Mundiais de triatlo
Júniores Catarina Santos e Letícia Magalhães sonham com a ribalta nos Mundiais de triatloFP Triatlo

As juniores Catarina Santos e Letícia Magalhães estreiam-se quinta-feira em Mundiais de triatlo confiantes num top 30 enquanto evoluem na modalidade focadas no “processo” que um dia as pode levar à ribalta internacional.

“Seria muito bom daqui a uns anos olhar para todo o meu percurso e ver que realmente fiz a diferença, não só em mim, como na modalidade. Ser como um exemplo para as pessoas mais novas”, admitiu Catarina Santos, que aos nove anos aprendeu a andar de bicicleta, “uma semana antes de ir para o triatlo”.

Em declarações à agência Lusa, na véspera da sua estreia em Mundiais, as atletas fazem juras de amor, compromisso e dedicação à modalidade, na qual querem ser um dia referência.

“Quero começar a ter ainda mais internacionalizações para o ano e continuar a este nível. E, no futuro, conseguir até pensar em pódios em provas como estas", disse, por sua vez, Letícia Magalhães, na modalidade desde os seis anos, por ser uma criança “muito elétrica”.

Orgulhosas de representar Portugal numa competição desta dimensão, Catarina quer chegar ao fim “com o sentimento de orgulho de que foi feito tudo o que podia”, enquanto Letícia só admite fazer o seu “melhor”, terminando com a sensação de que fez “tudo o que estava ao alcance”.

Para isso, Letícia conta com a sua “força física e psicológica que tem evoluído com o tempo”, enquanto Catarina diz ser “muito perfeccionista, uma coisa boa neste mundo do triatlo” no qual quer fazer valer igualmente os seus “corpo e cabeça fortes”.

Letícia, setubalense de 18 anos e estudante de Ciências do Desporto na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, assume que a corrida é o seu calcanhar de Aquiles, “um ponto em que é preciso trabalhar ainda mais”.

“A natação é o meu melhor, pois faço desde pequenina. Quero fazer uma boa prova aqui para conseguir sair um pouco mais na frente”, admitiu.

Catarina, torriense de 18 anos e que este ano se mudou para Ciências Farmacêuticas, em Coimbra, não poderá fazer jogo de equipa, pois a natação é precisamente o seu ponto mais débil, enquanto a corrida é o mais forte, o que explica as suas “provas de trás para a frente, sempre atrás do prejuízo”.

Vanessa Fernandes foi campeã do Mundo em 2007, ano de nascimento de Catarina, agora “muito motivada por pisar os mesmos palcos” de uma atleta que não viu competir, mas admira, tal como Letícia, que projeta o futuro igualmente tendo a vice-campeã olímpica de Pequim-2008 como referência histórica.

Ambas as atletas esperam ser apoiadas por “muitos portugueses” ao longo da prova, na distância sprint, ou seja, 750 metros de natação, 20 quilómetros de ciclismo e cinco de corrida.

As duas jovens lusas competem em Pontevedra às 09:15, horas de Lisboa.

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