“Vi-o muito perto, mas foi um bocadinho frustrante na última volta ter ficado ali ligeiramente aquém desse resultado. Temos de aprender com os nossos pequenos erros e todas as experiências e por isso vou continuar a lutar para que um dia possa conquistar esse lugar”, resumiu.
Maria Tomé concluiu os 1.500 metros de natação, 40 quilómetros de ciclismo e 10 de corrida em 1:55.01 horas, a 4.09 minutos da francesa campeã olímpica e agora novamente mundial Cassandre Beaugrand, e a 22 segundos do desejado 16.º.
“Tenho de admitir que era a posição que desejava. Estava a sentir-me bem, mas neste percurso paguei um pouco caro a subida e a descida, que é onde se calhar me sinto um bocadinho mais em desvantagem, porque sou mais pequenina e tenho de dar mais às pernas”, ilustrou a atleta de 1.53 metros e 45 quilos.
Com a época azarada, por lesões, de Melanie Santos, e Maria Vargem a apostar na Taça do Mundo de Roma, no próximo fim-de-semana, para o ranking de qualificação olímpica, Maria Tomé acabou por ser a única Elite portuguesa em prova, nem por isso se sentido só.
“Por ser a única, acabei por perceber mais o carinho de todos, porque está tudo focado em mim. Desde o início do aquecimento ouvi toda a gente a gritar, parecia que havia mais portugueses do que espanhóis, portanto, acho que acabo por não me sentir sozinha”, congratulou-se.
Não ouviu os sucessivos gritos “vai Maria” do seu pai no meio da multidão entusiasmada, mas garante que notou essa força “incrível” do progenitor que a acompanha em todas as provas.
Até ao momento, Portugal tem a medalha de prata de Dinis Ferreira nos juniores e de bronze de Filipe Marques, na classe adaptada de PTS5.
No domingo Vasco Vilaça vai defender a liderança do ranking mundial, bastando-lhe ser quinto classificado se o atual campeão do mundo, o australiano Matthew Hauser, vencer, num evento no qual Ricardo Batista se apresenta como o terceiro na hierarquia, ameaçado, de muito perto, por um adversário brasileiro e outro francês.
