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Mundiais de Triatlo: Maria Tomé queria o 16.º, mas quebrou no fim do atletismo

Maria Tomé acabou em 20.º com uma quebra na última volta da corrida
Maria Tomé acabou em 20.º com uma quebra na última volta da corridaFederação de Triatlo de Portugal

A triatleta Maria Tomé teve este sábado ao alcance o 16.º lugar na superfinal dos Mundiais de triatlo, em Pontevedra, Espanha, mas acabou em 20.º com uma quebra na última volta da corrida.

“Vi-o muito perto, mas foi um bocadinho frustrante na última volta ter ficado ali ligeiramente aquém desse resultado. Temos de aprender com os nossos pequenos erros e todas as experiências e por isso vou continuar a lutar para que um dia possa conquistar esse lugar”, resumiu.

Maria Tomé concluiu os 1.500 metros de natação, 40 quilómetros de ciclismo e 10 de corrida em 1:55.01 horas, a 4.09 minutos da francesa campeã olímpica e agora novamente mundial Cassandre Beaugrand, e a 22 segundos do desejado 16.º.

“Tenho de admitir que era a posição que desejava. Estava a sentir-me bem, mas neste percurso paguei um pouco caro a subida e a descida, que é onde se calhar me sinto um bocadinho mais em desvantagem, porque sou mais pequenina e tenho de dar mais às pernas”, ilustrou a atleta de 1.53 metros e 45 quilos.

Com a época azarada, por lesões, de Melanie Santos, e Maria Vargem a apostar na Taça do Mundo de Roma, no próximo fim-de-semana, para o ranking de qualificação olímpica, Maria Tomé acabou por ser a única Elite portuguesa em prova, nem por isso se sentido só.

“Por ser a única, acabei por perceber mais o carinho de todos, porque está tudo focado em mim. Desde o início do aquecimento ouvi toda a gente a gritar, parecia que havia mais portugueses do que espanhóis, portanto, acho que acabo por não me sentir sozinha”, congratulou-se.

Não ouviu os sucessivos gritos “vai Maria” do seu pai no meio da multidão entusiasmada, mas garante que notou essa força “incrível” do progenitor que a acompanha em todas as provas.

Até ao momento, Portugal tem a medalha de prata de Dinis Ferreira nos juniores e de bronze de Filipe Marques, na classe adaptada de PTS5.

No domingo Vasco Vilaça vai defender a liderança do ranking mundial, bastando-lhe ser quinto classificado se o atual campeão do mundo, o australiano Matthew Hauser, vencer, num evento no qual Ricardo Batista se apresenta como o terceiro na hierarquia, ameaçado, de muito perto, por um adversário brasileiro e outro francês.

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