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Mundiais de triatlo: Portugal assume que manter primeiro e terceiro lugares seria "feito histórico"

Triatleta Matilde Santos
Triatleta Matilde SantosTriatlo Portugal

Portugal conseguirá um “feito histórico” se, no domingo, mantiver os primeiro e terceiro lugares do pódio no encerramento dos Mundiais de triatlo, em Pontevedra, Espanha, considerou esta quarta-feira o diretor técnico nacional, Bruno Salvador.

“Em 2025 chegámos à prova final com uma prata virtual e saímos com um bronze, por Vasco Vilaça que agora está em primeiro e o Ricardo Batista em terceiro. Manter essas posições seria realmente um feito histórico, pois não é para qualquer nação”, elogiou o dirigente, em declarações à agência Lusa.

Á partida para o evento mais importante do ano, que garante 1250 pontos ao vencedor, contra os 1.000 das restantes etapas do mundial, Vasco Vilaça lidera o ranking com 3850 pontos, com uma vantagem de 354,24 pontos sobre Matthew Hauser (3495,76), campeão em título, diferença que lhe permite ficar até quinto, em caso de triunfo do australiano.

Ricardo Batista é terceiro, com 3082,13 pontos, mas só surpreenderia caso ganhe e Vilaça fique abaixo de 14.º e Hauser de sétimo, pelo que o mais exequível é focar-se em proteger o terceiro posto, preso por escassos 41,46 pontos para o brasileiro Miguel Hidaldo, vice-campeão em 2025, e outros pretendentes igualmente próximos.

“Os nossos quatro atletas na elite masculina vão tentar dar o seu máximo em termos individuais, mas com um grupo tão forte vamos fazer tudo para nos ajudar uns aos outros. Isso pode ser simplesmente não trabalhar num grupo ou tentar puxar mais em outro. Existe uma estratégia de equipa, não uma que definida de quem é que vai ganhar que medalha”, vincou.

Matthew Hauser, que venceu este ano as duas provas nas quais se cruzou com Vasco Vilaça, ambas ao sprint e por três segundos, vai contar igualmente com a forte formação australiana para o auxiliar.

“Para os australianos, a única hipótese de tentarem chegar ao título é terem uma natação muito forte, deixando os portugueses num segundo grupo. Vamos tentar estar no primeiro, chegar com eles e disputar a corrida até ao fim", vincou Bruno Salvador.

A ajudar Vasco Vilaça e Ricardo Batista, os dois maiores pretendentes, estão João Nuno Batista, irmão mais novo de Ricardo, em 22.º, com 1734,41 pontos, e Miguel Tiago Silva, 58.º, com 596,83, já com resultados consistentes e que se apresentam como garante do futuro do triatlo português.

Em juniores e sub-23, em que os títulos são atribuídos nesta prova única, na distancia sprint (metade da olímpica, respetivamente 750 metros de natação, 20 quilómetros de ciclismo e cinco de corrida) não há “candidatos óbvios” a pódios, sendo a prioridade da federação “proporcionar experiência internacional no mais forte contexto competitivo”.

“Surpresas em finalíssimas de campeonato do mundo podem sempre existir. Eles sabem perfeitamente que há uma lista de atletas mais fortes, mas fizeram um bom trabalho de casa, com estágio em altitude. Ficamos muito felizes se conseguirem melhorar essas suas expectativas”, sentenciou.

Quinta-feira competem os juniores Catarina Santos, Letícia Magalhães, Dinis Ferreira e Ricardo Pissarra e sexta-feira os sub-23 Cassilda Carvalho, Matilde Santos, José Ferreira e Gustavo do Canto, bem como Filipe Marques no paratriatlo.

No sábado, Maria Tomé será a única portuguesa nas Elites e no domingo será o dia decisivo para Vasco Vilaça e Ricardo Batista, com a companhia de João Nuno Batista e Miguel Tiago Silva, que também procuram “desempenhos de destaque, pois este mundial também faz parte do apuramento para os Jogos Olímpicos”.

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