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Mundiais de Triatlo: Vasco Vilaça sagra-se campeão do Mundo de Elites

Vasco Vilaça celebrou título histórico
Vasco Vilaça celebrou título históricoSL Benfica

Vasco Vilaça sagrou-se este domingo campeão do Mundo de triatlo de Elites, tornando-se o primeiro português a consegui-lo no setor masculino, ao terminar na segunda posição, a superfinal disputada em Pontevedra, Espanha.

Vasco Vilaça precisava de classificar-se até quinto lugar para garantir de imediato o cetro, numa luta com o campeão do Mundo de 2025, Matthew Hauser, que lhe venceu ao sprint, encostando-o, com pouco fair-play, à lateral, ficando ambos com o mesmo tempo de 1:39.31.

Ricardo Batista tinha margem menor, pois, para manter o terceiro lugar, tinha de vencer o brasileiro Miguel Hidaldo, vice-campeão em 2025, e o francês Dorian Coninx, algo que veio a suceder, terminando em quarto, a cinco seguidos do vencedor e a um do terceiro, do britânico Alex Yee, campeão olímpico em Paris2024.

Vasco Vilaça optou por mergulhar no canto direito do palco e Mathew Hauser precisamente o contrário, sendo que a passagem aos 750 dos 1.500 metros da natação se revelou complicada para o luso, 33.º a 22 segundos da frente, onde Ricardo Batista era sexto e Miguel Tiago Silva oitavo.

Recuperou o líder do ranking mundial na segunda volta ao circuito no rio, passando já em 13.º, quando Ricardo era segundo e Miguel terceiro, facto que lhes permitiu fazer a transição para os 40 quilómetros do ciclismo no grupo da frente, de 13 elementos, que incluía o australiano: João Nuno Batista vinha num segundo grupo, inicialmente a pouco mais de 10 segundos.

Com três atletas nos 13 do grupo da frente, entretanto reduzido a 11, Vilaça estava em vantagem face a Hauser, o único australiano, enquanto o terceiro lugar de Ricardo, que definiu várias vezes o ritmo na frente da corrida, era ameaçado pelo francês Dorian Coninx, quinto, uma vez que o brasileiro Miguel Hidaldo, vice-campeão do Mundo de 2025 e quarto do ranking, tinha ficado mais para trás.

A chuva surgiu durante o ciclismo, tornando a estrada mais perigosa, ainda assim sem incidentes para a ultima transição, na qual Matthiew Hauser saiu na frente e Vasco Vilaça, menos expedito, em sexto, a 11 segundos à partida para os 10 quilómetros de corrida.

Antes do fim da primeira das três voltas do atletismo, Hauser, Vilaça e Batista estavam juntos na frente, isolados, que mantinha os dois portugueses com ouro e bronze mundial, enquanto o campeão olímpico Alex Yee, que era 15.º na transição, com 35 segundos de atraso, vinha em recuperação épica e fez a ultima volta colado ao trio, acabando por ficar em terceiro no sprint.

O jovem João Nuno Batista, campeão do mundo júnior em 2023, terminou em 11.º, a 1.43, e Miguel Tiago Silva 29.º, a 2.18.

Em Pontevedra, Portugal conquistou quatro medalhas, uma vez que na quinta-feira o júnior Dinis Ferreira foi prata e na sexta-feira Filipe Marques garantiu o bronze na classe adaptada PTS5.

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