Antes de atingir em Pontevedra um dos maiores sonhos da carreira, que só pode ser superado pelo título olímpico, o desportista de 26 anos já havia conseguido três medalhas séniores e uma em júnior, quando foi vice-campeão em 2017.
O amadorense havia sido prata em 2020, em prova única em ano de covid-19, bem como em 2023, na única edição em que houve mundial na distância de super-sprint: neste caso, em Hamburgo, Alemanha, com especificamente 300 metros a nadar, 7,5 quilómetros de ciclismo e 1,75 quilómetros de corrida.
Em 2025, Vasco Vilaça chegou à superfinal da Austrália em segundo lugar, disposto a destronar Matthew Hauser, porém foi quinto e saiu de Wollongong um degrau abaixo, com o bronze dos Mundiais.
A histórica rivalidade com Hauser, campeão do Mundo em 2025 e que defendia o cetro em Pontevedra, começou em 2017, quando este sonegou ao português o título mundial júnior.
Hoje, Vilaça destronou Hauser e, em ano épico para Portugal, Ricardo Batista foi medalha de bronze, com o quarto lugar na superfinal de Pontevedra.
Na categoria sub-23, Portugal não tem medalhas de ouro, ao contrário dos juniores nos quais Anais Moniz foi campeã em 2005, Ricardo Batista em 2019 e o irmão João Nuno Batista em 2023.
Ao todo, Portugal conquistou 20 medalhas em Mundiais de triatlo, cinco de ouro, oito de prata e sete de bronze, sendo sete em seniores, cinco em sub-23 e oito em juniores.
Vasco Vilaça é o triatleta português mais medalhado em Mundiais, com cinco pódios, seguido de Vanessa Fernandes com três, sendo que Ricardo Batista, o irmão João Nuno Batista, Mélanie Santos e Maria Tomé têm dois.
Curiosidade o facto de Ricardo Batista ter sido campeão do Mundo júnior em 2019 e o irmão João Nuno Batista lhe seguir as pisadas em 2023, já depois de ter sido prata em 2021.
No Paratriatlo, Filipe Marques contribui com dois bronzes, em 2024 e 2026, o mesmo metal que conquistou nos Jogos Paralímpicos Paris2024, embora só este ano esse lugar tenha sido confirmado, após desclassificação de um adversário brasileiro, por doping.
