Rúben Dias garante estar "pronto" e rebate críticas: "Não está a acontecer nada fora da normalidade"

Rúben Dias ao serviço da seleção
Rúben Dias ao serviço da seleçãoREUTERS/Heiko Becker/File Photo

Depois do inesperado empate na estreia, Portugal prossegue a preparação para o segundo encontro da fase de grupos do Mundial-2026, frente ao Uzbequistão. Rúben Dias foi o porta-voz do grupo de trabalho orientado por Roberto Martínez.

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Estado físico? "Estou a sentir-me muito bem e estou pronto."

Opinião sobre as críticas a Cristiano Ronaldo: "Primeiro que tudo, acho que as setas não estão apontadas só a um jogador. Ele é um grande foco de atenção, mas todos estamos em causa neste momento. No entanto, acho que nada fora da normalidade está a acontecer. Foi sempre assim desde que estou aqui. Nada de novo."

Críticas de antigos jogadores: "Sinceramente, do que vi de ex-jogadores, não vi grande coisa. Obviamente, há muita especulação e, quando os resultados não são o que queremos, essa especulação triplica. Mas isso em nada belisca a nossa confiança no que conseguimos fazer. Este tipo de competição nunca se quer perfeita. Quanto mais cedo as dificuldades chegarem, melhor. É uma competição que só ganhas quando a equipa cresce jogo após jogo. Não espero cenários perfeitos. O melhor é ter os pés assentes no chão e acho que isso nos vai ajudar."

Duas fações: quem está com Ronaldo e quem não está: "Sinceramente, são-me completamente indiferentes todas as questões que envolvem esse tema. Para mim e para todos, não é sequer um tema. Estamos todos juntos em busca de um sonho e temos de ter noção de que as dificuldades são boas para vermos do que somos feitos. A minha mente não viaja para aí. Isso aparece à frente de todos nós, mas nenhum de nós dá importância. Nem devia ser um tema sobre o qual eu tenha de falar."

Jogo contra a RD Congo: "Há tantos teóricos à volta do jogo sobre o que correu bem ou mal... Acho que já perceberam o que não correu bem. Começámos bem o jogo, mas depois relaxámos e perdemos a disciplina. Começámos a não meter o medo que precisamos de meter e o jogo entrou numa dinâmica estranha. Temos jogadores excecionais que fazem a diferença e, para os nossos jogadores estarem nas posições certas, isso é essencial. Acabámos por perder a disciplina e acho que temos consciência disso."

Balneário blindado às críticas: "Tal como disse antes, não é tema para nós. Faz parte desta competição. É ruído e não é importante para nós.

Pronto para fazer 90 minutos?: "Estou bem e estou pronto."

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Autocrítica: "Sim, vai ao encontro do que já disse. Temos consciência do que aconteceu no jogo."

Como foi ficar no banco? "Tomei uma decisão que tinha de ser tomada e custou bastante, mas foi a decisão certa. Obviamente, eu quero ser o que mais possa ajudar a equipa e o país. Não foi fácil e espero ajudar no que puder daqui para a frente."

Tomás Araújo e Renato Veiga: "Nós, por consequência, naturalmente, comunicamos desde o início do estágio. Levamos uma relação em que os quatro temos a missão de dar o máximo de confiança a quem está à nossa frente. Não me focaria em nada específico. Apenas disse para serem eles próprios e não terem timidez para fazer e dizer tudo o que tivessem de fazer e dizer."

Comportamento no jogo contra a RD Congo: "Tem a ver, na minha opinião, com o posicionamento. É um pequeno detalhe que faz a diferença. No primeiro jogo, fazemos golo cedo e isso talvez tenha provocado o sentimento de abusar no controlo da posse de bola sem ser efetivo. Há coisas no jogo que acontecem e que são difíceis de explicar. Perdemos o momento de eles se sentirem ameaçados. O jogo entrou num clima estranho e temos consciência do que temos de fazer."

Críticas à presença na praia: "Acho que nunca devia ter sido um tema e a culpa é vossa, por falta de conhecimento das pessoas com quem vocês partilham. É dever informar e não provocar uma dinâmica de má energia que não existe. Acho mais do que normal, acho benéfico... Sabemos que, feito da maneira certa, só há benefícios. Até o míster não teve receio de o fazer, mesmo sabendo que vocês iam fazer o que fizeram."

Os números de Rúben Dias
Os números de Rúben DiasFlashscore

Lidar com a falta de intensidade da equipa: "Não tivemos falta de nervo. Foi mais uma questão de respeitar as posições. Mas, como é óbvio, não foi fácil estar de fora. É sempre um prazer maior estar dentro e confio nos meus colegas. Todos temos capacidade para dar performance em campo."

Criar memórias: "Somos conscientes do que representamos para o país. Todos temos consciência disso. Todos nós já fomos miúdos um dia e sabemos a influência e o poder que tem mandar a mensagem correta e viver a vida de forma correta."

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Margem de erro: "Sim, estamos conscientes de que não há mais margem de erro."

Opinião sobre o México: "É uma equipa perigosa, com muita qualidade, mas não estou muito focado neles. Estamos focados nos nossos jogos."

Real Madrid? "Portugal."

Linha de cinco do adversário: "Venho de jogar contra linhas de cinco na maior parte dos jogos. Tens de ser fiel aos princípios. Respeitar a posição é determinante. Temos a qualidade dos jogadores para fazer a diferença."

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Candidatos ao título?: "Creio que é um sentimento que temos. Mais à frente, vamos ver se é realidade ou não. Sabemos a qualidade e a capacidade que temos, mas temos de transformar isso em performance em campo. Temos trabalho a fazer e há muito a melhorar. Se sinto que podemos? Sem dúvida."

Mercado: como se lida?: "Perguntam-te e tu respondes 'Portugal' e já está."

Ambiente de pressão: "Não acho positivo nem negativo. Não devo achar nada. Cada um de nós, incluindo o Cristiano, está habituado à pressão mediática. Acho que nada de novo está a acontecer. Portanto, mesmo dentro da dificuldade, todos estão na zona de conforto por saberem lidar. Nunca vi um momento difícil como uma muralha que não podemos ultrapassar, mas sim como uma pedra que podemos passar."

Os próximos jogos de Portugal
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Condições do campo-base da seleção: "É muito importante sentires-te em casa, independentemente de onde estejas. Queremos estar aqui o mais tempo possível. Não sentimos que estamos de férias. Estamos muito contentes com as condições."

Este é o grupo de Portugal com mais talento? "Acho que é uma resposta que se vai dando com o decorrer da competição. O verdadeiro sentimento de acreditar nisso é ultrapassar as pequenas dificuldades que surgem na competição. Temos consciência do que somos e do que queremos, mas ainda não encontrámos o nível de performance que queremos. Para mim, o que interessa é melhorar a cada jogo e a cada treino. No momento em que conseguirmos criar o feeling, vamos erguer a confiança."