Reveja aqui as principais incidências da partida
Os campeões do mundo, os Springboks, apresentaram uma imagem totalmente diferente depois da exibição confusa do primeiro teste. Dominaram os duelos e as fases de ruck numa nova batalha física.
Os centros Jesse Kriel e Damian de Allende também marcaram um ensaio cada, aos quais se juntaram 18 pontos ao pé do ponta Cheslin Kolbe, para alegria dos 56 589 adeptos presentes.
A Nova Zelândia marcou quatro ensaios graças ao médio de formação Cam Roigard, ao defesa Damian McKenzie, ao ponta Leroy Carter e ao número oito Ardie Savea, mas foi perturbada nas fases estáticas e terá de trabalhar esses aspetos antes do terceiro jogo em Joanesburgo, no próximo sábado.
"A semana foi difícil, mas estou grato à equipa técnica e aos planos que prepararam para nós. Na semana passada não conseguimos aproveitar as nossas oportunidades, desta vez conseguimos", afirmou Kolisi: "A próxima semana também será importante. Defrontá-los uma vez já é duro, mas quatro vezes é muito complicado."
Savea lamentou a falta de precisão da sua equipa e o facto de ter deixado a África do Sul ganhar vantagem no início do encontro.
"É uma pena", disse: "Não podemos deixar os Springboks ganhar tanta vantagem e tivemos de correr atrás do resultado. Estou orgulhoso dos rapazes, lutámos até ao fim mas não foi suficiente. É difícil de aceitar. A falta de precisão e de disciplina custou-nos caro hoje. Temos de corrigir isso. Perdemos a batalha esta noite, mas não a guerra."
Os Springboks mostraram a sua força e muito mais eficácia do que na semana passada logo de início, avançando 20 metros após uma touche antes de alargar o jogo para permitir a Kriel marcar.
Os All Blacks depois pressionaram no meio-campo sul-africano, mas foram travados até que Will Jordan rompeu pela ala direita e ofereceu o ensaio a Roigard.
Os anfitriões tinham sido demasiado imprecisos na zona dos 22 metros neozelandeses na semana passada, mas mostraram-se mais eficazes desta vez, com De Allende a esticar-se para marcar após uma excelente arrancada do abertura Sacha Feinberg-Mngomezulu.
A Nova Zelândia manteve-se perigosa em cada posse de bola, encontrando espaços numa defesa sul-africana por vezes permeável, o que permitiu a McKenzie marcar junto à linha lateral.
O jogo de parada e resposta continuou com novo ensaio dos Springboks, o capitão Kolisi apoiou a bola para ensaio no seu regresso após lesão, permitindo aos anfitriões liderar por 24-14 ao intervalo. Kolbe converteu duas penalidades no início da segunda parte para aumentar a vantagem dos Springboks para 16 pontos.
Os visitantes tiveram dificuldades em ultrapassar a defesa sul-africana após o intervalo, mas mantiveram-se no jogo graças a um ensaio de Carter junto à linha e depois de Savea perto da linha de golo, antes de nova penalidade de Kolbe.
A África do Sul terminou o encontro com 14 jogadores após um cartão amarelo para Lood de Jager, mas aguentou-se para garantir a vitória 33-26.
