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Râguebi: África do Sul vence Nova Zelândia (33-26) e iguala a série no Rugby’s Greatest Rivalry

O capitão sul-africano Siya Kolisi marcou um ensaio na primeira parte
O capitão sul-africano Siya Kolisi marcou um ensaio na primeira parteRODGER BOSCH / AFP

O capitão Siya Kolisi marcou um ensaio no seu regresso à equipa, ajudando a África do Sul a vencer por 33-26 no final de um jogo tenso diante do seu grande rival neozelandês. Este triunfo permite aos Springboks igualar a 1-1 na série de quatro jogos Rugby’s Greatest Rivalry após este segundo teste na Cidade do Cabo, no sábado.

Reveja aqui as principais incidências da partida

Os campeões do mundo, os Springboks, apresentaram uma imagem totalmente diferente depois da exibição confusa do primeiro teste. Dominaram os duelos e as fases de ruck numa nova batalha física.

Os centros Jesse Kriel e Damian de Allende também marcaram um ensaio cada, aos quais se juntaram 18 pontos ao pé do ponta Cheslin Kolbe, para alegria dos 56 589 adeptos presentes.

A Nova Zelândia marcou quatro ensaios graças ao médio de formação Cam Roigard, ao defesa Damian McKenzie, ao ponta Leroy Carter e ao número oito Ardie Savea, mas foi perturbada nas fases estáticas e terá de trabalhar esses aspetos antes do terceiro jogo em Joanesburgo, no próximo sábado.  

"A semana foi difícil, mas estou grato à equipa técnica e aos planos que prepararam para nós. Na semana passada não conseguimos aproveitar as nossas oportunidades, desta vez conseguimos", afirmou Kolisi: "A próxima semana também será importante. Defrontá-los uma vez já é duro, mas quatro vezes é muito complicado."

Savea lamentou a falta de precisão da sua equipa e o facto de ter deixado a África do Sul ganhar vantagem no início do encontro.

"É uma pena", disse: "Não podemos deixar os Springboks ganhar tanta vantagem e tivemos de correr atrás do resultado. Estou orgulhoso dos rapazes, lutámos até ao fim mas não foi suficiente. É difícil de aceitar. A falta de precisão e de disciplina custou-nos caro hoje. Temos de corrigir isso. Perdemos a batalha esta noite, mas não a guerra."

Os Springboks mostraram a sua força e muito mais eficácia do que na semana passada logo de início, avançando 20 metros após uma touche antes de alargar o jogo para permitir a Kriel marcar.

Os All Blacks depois pressionaram no meio-campo sul-africano, mas foram travados até que Will Jordan rompeu pela ala direita e ofereceu o ensaio a Roigard.

Os anfitriões tinham sido demasiado imprecisos na zona dos 22 metros neozelandeses na semana passada, mas mostraram-se mais eficazes desta vez, com De Allende a esticar-se para marcar após uma excelente arrancada do abertura Sacha Feinberg-Mngomezulu.

A Nova Zelândia manteve-se perigosa em cada posse de bola, encontrando espaços numa defesa sul-africana por vezes permeável, o que permitiu a McKenzie marcar junto à linha lateral.

O jogo de parada e resposta continuou com novo ensaio dos Springboks, o capitão Kolisi apoiou a bola para ensaio no seu regresso após lesão, permitindo aos anfitriões liderar por 24-14 ao intervalo. Kolbe converteu duas penalidades no início da segunda parte para aumentar a vantagem dos Springboks para 16 pontos.

Os visitantes tiveram dificuldades em ultrapassar a defesa sul-africana após o intervalo, mas mantiveram-se no jogo graças a um ensaio de Carter junto à linha e depois de Savea perto da linha de golo, antes de nova penalidade de Kolbe.

A África do Sul terminou o encontro com 14 jogadores após um cartão amarelo para Lood de Jager, mas aguentou-se para garantir a vitória 33-26