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Síntese de Taranto-2026: A colecionadora de medalhas Francisca Martins foi bronze em dia de pratas

Francisca Martins foi bronze em dia de pratas
Francisca Martins foi bronze em dia de pratasFederação Portuguesa de Natação

Francisca Martins colecionou esta segunda-feira a quarta medalha em Taranto-2026, enquanto o ciclista Tiago Antunes somou a segunda, com a natação portuguesa a festejar ainda a prata de Ana Pinho Rodrigues, novamente vice-campeã dos 50 bruços.

Dificilmente alguém destronará ‘Kika’ como a grande figura da Missão portuguesa nesta edição dos Jogos do Mediterrâneo, uma vez que a nadadora de 23 anos ganhou medalhas em todas as provas em que competiu, nomeadamente hoje nos 800 metros livres.

Campeã nos 400 livres, Martins somou o terceiro bronze, após os conquistados nos 200 livres e na estafeta mista dos 4x100 estilos, ao nadar a distância em 8.30,33 minutos, sendo 68 centésimos mais lenta do que a campeã, a italiana Noemi Cesarano.

“Foi muito bom. Era a expectativa que eu tinha, lutar pelas medalhas nestes campeonatos. Consegui realizá-lo, o que nem sempre acontece, por isso estou muito feliz”, resumiu, antes de ir “finalmente” de férias após uma época “muito longa, muito positiva e de muito trabalho”.

O feito da quatro vezes medalhada ofuscou a proeza de Ana Pinho Rodrigues, novamente vice-campeã dos 50 bruços quatro anos depois de Oran-2022.

Acho que demonstra a consistência do trabalho que tenho vindo a fazer. São quatro anos de diferença e conseguir estar sempre bem e chegar a este nível aqui, conseguir corresponder, que acho que é o mais importante, não dá para explicar”, disse a olímpica, de 32 anos, que perdeu apenas para a italiana Lisa Angiolini.

Igualmente de prata foi a segunda medalha conquistada por Tiago Antunes, que foi batido na prova de fundo pelo local Tommaso Dati.

Campeão no crono há dois dias, o ciclista português esteve hoje na origem do ataque que decidiu o pódio, recompensando o extraordinário trabalho da equipa nacional no final dos 133,3 quilómetros da corrida masculina.

“Todos vestiram o espírito do que é representar a bandeira de Portugal, todos corremos por um objetivo e, no final, conseguimos uma medalha”, elogiou Antunes, vice-campeão numa prova em que Pedro Silva foi sétimo.

Com um pelotão de apenas três dezenas de ciclistas, a prova de fundo feminina percorreu 77,7 quilómetros em Taranto e arredores e foi discutida ao sprint, com Raquel Queirós a ser 13.ª e Beatriz Roxo 17.ª, com o mesmo tempo de Rachele Barbieri, a italiana que encabeçou um pódio 100% nacional.

“Sabíamos que hoje a corrida ia ser mais tática do que física, tentámos estar em todos os cortes e conseguimos. Infelizmente, nenhum deu certo”, lamentou Queirós, notando que a chegada ao sprint não favorecia as portuguesas.

No badminton, Diogo Glória entrou em competição no torneio de singulares com uma vitória clara frente ao grego Stamatis Tsigkirdakis, por 21-13 e 21-12, num jogo em que teve o apoio dos esgrimistas Miguel e Filipe Frazão, os irmãos que conquistaram na véspera dois bronzes na prova individual de espada em Taranto-2026.

“As condições aqui não são fáceis, é muito difícil controlar o volante. Eu sei que era mais forte do que o meu adversário, portanto tentei meter o volante sempre em jogo, sempre para ele fazer mais uma pancada e ser ele a errar”, descreveu à agência Lusa.

A organização decidiu ligar o ar condicionado no Palazzetto dello Sport di Francavilla, o que faz com que haja sempre “vento para o volante”, explicou o jogador português.

Depois de “entrar com o pé direito” no torneio e até ser abordado por um voluntário que lhe pediu a camisola, Glória defrontou o argelino Adel Hamek, um jogador “com muita experiência internacional”, e venceu por 21-18 e 21-10 para avançar para os ‘quartos’.

Já Mafalda Avelino, ficou-se pela primeira ronda, ao cair diante da primeira cabeça de série do quadro feminino, a turca Neslihan Arin, por 21-10 e 21-14.

É sempre uma experiência boa. A verdade é que ela é top 30 mundial e não é todos os dias que temos a oportunidade de jogar com o topo do mundo. É sempre bom jogar com atletas com tanta experiência, também para perceber quão longe estamos desse nível e ver o que é preciso fazer para lá chegar”, disse a portuguesa, considerando que lhe falta “mais consistência”.

Numa jornada em que a agenda da Missão portuguesa em Taranto-2026 foi consideravelmente menos sobrecarregada do que nos dois dias anteriores, Sofia Araújo e Ana Catarina Nogueira estrearam-se com uma vitória no torneio de pares femininos de pares.

A dupla portuguesa, que teve entrada direta na terceira ronda, venceu as turcas Zeynep Kocak e Didenaz Polat, por com um claríssimo duplo 6-0, e avançou para os quartos de final.

Pelo contrário, na petanca, Hugo Dores e Márcio Araújo terminaram a sua participação no doublete masculino, ao perderem na terceira e última ronda da qualificação por 11-2 com a França.


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