Ir para o conteúdo principal

Taranto-2026: Francisca Martins superou o cansaço e Ana Rodrigues demonstrou consistência

Ana Pinho Rodrigues foi prata nos 50m bruços e Francisca Rodrigues nos 800m livres
Ana Pinho Rodrigues foi prata nos 50m bruços e Francisca Rodrigues nos 800m livresComité Olímpico de Portugal

A nadadora Francisca Martins superou esta segunda-feira o cansaço para afirmar-se como maior figura da Missão portuguesa em Taranto-2026, ao conquistar a quarta medalha, no dia em que Ana Pinho Rodrigues voltou a sagrar-se vice-campeã nos 50 bruços.

“Foi muito bom. Era a expectativa que eu tinha, lutar pelas medalhas nestes campeonatos. Consegui realizá-lo, o que nem sempre acontece, por isso estou muito feliz”, disse ‘Kika’ à Lusa, depois de subir ao pódio para receber o bronze nos 800 metros livres.

Campeã nos 400 livres, a nadadora de 23 anos somou hoje o seu terceiro bronze no Estádio de Natação Torre d’Ayala, ao nadar os 800 em 8.30,33 minutos, sendo 68 centésimos mais lenta do que a campeã, a italiana Noemi Cesarano. A grega Artemis Vasilaki ficou com a prata (8.30,02).

“Acabam por ser já alguns dias de competição, vim do Europeu para aqui. No primeiro dia, estava um bocadinho receosa, sem saber bem como me ia apresentar aqui, a forma como ia estar, mas ao longo dos dias fui-me motivando também com os resultados da equipa de Portugal, não só da natação, mas de toda a comitiva”, assumiu

Hoje, ignorou o cansaço, e foi descontraída para a prova, a acreditar em si e a desfrutar da competição, algo que lhe traz “algum gosto”.

Depois de ter conquistado medalhas em todas as provas em que participou em Taranto2026 – foi bronze nos 200 livres e na estafeta mista de 4x100 metros estilos -, Martins sente que não voltará para Portugal uma nadadora diferente.

“Saio a mesma. Saio a mesma que entrei, saio a mesmo que quando comecei. Sou a mesma pessoa e espero continuar a ser”, garantiu.

Agora, a espontânea e sorridente ‘Kika’ vai de férias, após uma época “muito longa, muito positiva e de muito trabalho”, que foi recompensado no final.

A desportista mais medalhada de Portugal nestes Jogos de Mediterrâneo tem como objetivo “a curto prazo” o Mundial do próximo ano, e “atingir o mínimo olímpico” a “médio prazo”.

Espero muito conseguir. Se não conseguir, também estou cá para isso”, assegurou.

A quarta medalha de Martins aconteceu no mesmo dia em que Ana Pinho Rodrigues defendeu o estatuto de vice-campeã dos 50 bruços, distância que nadou em 31,01 segundos.

A portuguesa intrometeu-se entre duas italianas, a vencedora Lisa Angiolini (30,64) e terceira Irene Mati (31,34).

“Foi muito bom. Acho que demonstra a consistência do trabalho que tenho vindo a fazer. São quatro anos de diferença e conseguir estar sempre bem e chegar a este nível aqui, conseguir corresponder, que acho que é o mais importante, não dá para explicar”, confessou.

Vice-campeã em Oran-2022 e agora em Taranto-2026, Ana Pinho Rodrigues considerou os Jogos do Mediterrâneo uma competição muito especial.

“Por representarmos o Comité Olímpico, por estarem várias modalidades e acho que competimos não só, mas pela equipa toda. Sentimos esse espírito de equipa”, salientou a olímpica lusa.

A nadadora confirmou que os resultados alcançados pela natação portuguesa na ‘cidade dos dois mares’, mas igualmente nos Europeus, também a contagiaram.

No Estádio de Natação Torre d’Ayala, além das medalhas conquistadas por Francisca Martins, Ana Pinho Rodrigues e a estafeta 4x100 estilos, Portugal festejou ainda o título nos 200 costas de Camila Rebelo, que na terça-feira defende o cetro nos 100 costas.


Menções