Arialis Martínez correu os 100 metros em 11,43 segundos para conquistar “um bronze que sabe a ouro” numa prova em que a também lusa Beatriz Castelhano foi sexta.
“Eu sabia que hoje podia ganhar uma medalha, claramente. Queria melhor, mas acho que foi uma época muito longa. Já cheguei aqui verdadeiramente cansada”, reconheceu, depois de concluir os 100 metros, nos quais se impôs a francesa Gemima Joseph, em 11,33 segundos.
Também nos 100 metros, mas na prova masculina, Delvis Santos foi quarto, falhando o pódio por duas centésimas.
Campeão em Oran-2022, Leandro Ramos ultrapassou uma lesão no cotovelo para repetir presença nos Jogos do Mediterrâneo, conseguindo um quarto lugar com um lançamento de 76,38 metros, a 17 centímetros do bronze do francês Felise Sosaia.
“Não foi mau de todo, claro que eu queria uma medalha. Ganhei na última edição e queria fazer dobradinha. Não deu, mas saio contente. Pelo menos não saio com o cotovelo amarrado”, brincou, em declarações à Lusa.
Também quarta foi Patrícia Silva, nos 5.000 metros, com a atleta que foi bronze nos Europeus de Birmingham a ter ainda pela frente a sua distância predileta, os 1.500 metros, que lhe valeram a medalha continental.
Enquanto o atletismo se estreava e a equipa feminina de basquetebol 3x3 perdia com a Espanha (22-19), o ténis lutava pelo bronze na Magna Grecia, com Madalena Matias e Francisco Rocha a serem derrotados pelos marroquinos Diae el Jardi e Younes Lalami, por 6-7 (4-7), 7-5 e 10-7, e a ficarem em quarto.
Em singulares, Rocha perdeu na semifinal com o marroquino Karim Bennani, por 6-1 e 6-4, e vai agora lutar pelo bronze frente ao italiano Carlo Caniato.
Na primeira jornada de equestre em Taranto-2026, Portugal foi quinto por equipas nos saltos, com António Matos de Almeida a considerar, em declarações à Lusa, “bastante honrosa” a classificação.
“É claro que fica um bocadinho aquém, porque em 2018 fomos medalha de ouro e queríamos repetir, e éramos capazes. E todos os cavaleiros estiveram muito bem. Tínhamos que fazer sem faltas na primeira e na segunda mão. Uns fizeram na primeira, outros fizeram na segunda. (...) Foi o infortúnio que, se calhar, não deixou que conseguíssemos estar tão bem”, avaliou.
Em destaque estiveram também as ginastas portuguesas, que conseguiram o apuramento para a final all around por equipas, após serem sextas na qualificação, com 139.850 pontos.
“Acho que correu bem, em geral. Demos o nosso melhor como sempre, como equipa, e acho que correu bem a todas. Claro que há sempre algumas coisas a melhorar”, disse à Lusa Mafalda Costa, assumindo que o objetivo coletivo era estar na final.
Costa, Joana Reis e Madalena Parente somaram 38.100 pontos nos saltos, 32.600 nas paralelas assimétricas, 34.000 na trave e 35.450 em solo.
A nível individual, a ginasta integrada no Projeto Olímpico, que foi 13.ª classificada, e Mariana Parente, que acabou esta fase na 14.ª posição, conseguiram a qualificação para a final do concurso geral.
Joana Reis (18.ª) também estaria dentro dos lugares de apuramento, mas cada país só pode ter duas representantes na final.
No arranque dos quadros de singulares no ténis de mesa, Portugal teve uma jornada 100% vitoriosa, iniciada com o triunfo de Matilde Pinto sobre a kosovar Shega Hashani, por 11-5, 11-8, 11-7 e 11-4.
Seguiram-se vitórias de Clement Campino, sobre o grego Ioannis Sgouropoulos (16-14, 11-8, 12-10, 7-11 e 12-1), e Mariana Santa Comba, diante da argelina Tania Morice (4-11, 11-3, 11-9, 11-7 e 11-4).
Na entrada em ação do quatro vezes olímpico João Monteiro, o medalhado (por equipas) em Oran2022 impôs-se ao libanês Michel Abi Nader, por 11-4, 11-6, 11-6 e 11-5.
No primeiro dia em que o programa previsto para a vela foi cumprido na totalidade, Luísa Peres subiu ao nono lugar da classe ILCA 6, com 45 pontos, ao ser segunda e 10.ª nas duas regatas realizadas.
No IQFOiL, Ricardo Correia é 11.º, após as quatro regatas do dia, em que teve como melhor resultado um terceiro posto, somando 53 pontos.
