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Ténis: Grand Slams concordam em ter conselho de tenistas para quebrar impasse sobre prémios

Sabalenka é uma das vozes ativas por maior premiação dos atletas
Sabalenka é uma das vozes ativas por maior premiação dos atletasAaron Doster-Imagn Images

Os quatro torneios de Grand Slam concordaram em criar um Conselho Consultivo de Jogadores, numa tentativa de encerrar os protestos de tenistas que reivindicam prémios maiores dos principais eventos da modalidade.

O impasse entre atletas e Wimbledon, US Open, Australian Open e Roland Garros já dura há cerca de 18 meses.

O acordo entre os Slams deve ser anunciado oficialmente em conjunto com a divulgação da premiação do US Open, que promete ultrapassar a marca inédita de US$ 100 milhões. A informação foi publicada pelo jornal britânico The Guardian esta quarta-feira.

Como funciona o conselho?

A criação do Conselho Consultivo procura garantir assistência médica aos atletas e voz ativa nas decisões estratégicas dos quatro Majors.

Os tenistas exigem poder de escolha sobre quem os representará, sobre o formato de eleição dos membros e real participação nas decisões dos torneios.

Reivindicações das estrelas

A disputa é liderada pelos principais nomes do circuito mundial, incluindo Jannik Sinner e Aryna Sabalenka. Os atletas exigem uma reformulação financeira nas grandes competições e uma fatia maior das receitas geradas pelos eventos.

Os tenistas pretendem que os Grand Slams destinem 22% do seu faturamento bruto aos prémios — índice já praticado pelos circuitos ATP e WTA. A título de comparação, Wimbledon paga aos seus participantes cerca de 14,4% da receita total do torneio.

Sinner limitou conferências de imprensa em Roland Garros
Sinner limitou conferências de imprensa em Roland GarrosReuters

Após a falta de avanços nas negociações, o top 10 masculino e feminino realizou um boicote parcial a compromissos com a imprensa durante Roland Garros, em maio.

A possibilidade de novos boicotes à imprensa durante o US Open continua a ser mantida caso os valores finais e os detalhes do novo conselho não agradem aos atletas. A pressão de tenistas sobre os organizadores do Grand Slam nova-iorquino — agora sob liderança de Craig Tiley, ex-CEO da Tennis Australia — teria-se intensificado nas últimas semanas.

O US Open começa a 30 de agosto.

Ténis