Recorde as incidências do encontro
A estrela espanhola viu o seu objetivo de revalidar o título do Grand Slam ser interrompido ao perder no supertiebreak do quinto set frente a Shelton num encontro que terminou depois das 03:00 da manhã em Nova Iorque.
- Que avaliação faz da sua prestação nesta batalha à melhor de cinco sets?
- Como disse antes de começar o torneio, o meu objetivo era competir e disputar este tipo de encontros estando saudável. Foi muito renhido, por isso não vou ficar desiludido por não ter conseguido a vitória no final. Estou simplesmente contente, orgulhoso de mim próprio, da forma como lutei.
Depois do terceiro set, fisicamente estava muito cansado, mas consegui encontrar forma de dar um impulso, de dar algo mais. No quinto set comecei a sentir-me cada vez melhor, mas tinha pela frente um jogador que é uma autêntica besta. Shelton é um jogador incrível, muito potente. Simplesmente soube jogar muito bem em cada situação, por isso tem de se dar o mérito. Mas saí do court satisfeito, com um sorriso, saudável, e era isso que precisava.
- Como lidou com os altos e baixos físicos?
- São momentos em que se tem de encontrar uma solução. São encontros muito duros, sessão noturna com muita humidade, a bola fica muito grande, muito difícil de controlar... Torna-se cada vez mais lenta e os rallies tornam-se mais longos. Pela frente tinha um Shelton que fez um encontro muito completo do início ao fim, muito maduro, sabendo sempre o que tinha de fazer. Parecia que não tinha qualquer tipo de fraqueza.
- Com que sensação sai do torneio?
- Saímos de cabeça bem erguida. Lutámos, levámos ao limite um jogador que tem estado a jogar a um ritmo e a um nível altíssimo durante toda a época.
Obviamente queríamos vencer e continuar no torneio, mas o mais importante era sair com encontros disputados, com ritmo elevado e, acima de tudo, saudável. Era isto que nos fazia falta.
