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Dois grandes nomes do ténis masculino vão terminar a sua carreira no final da época de 2026: Gaël Monfils e Stan Wawrinka. Dois jogadores que fazem parte do circuito há quase 20 anos e que estão a proporcionar uma digressão de despedida para encantar o público.
Quando foram anunciadas as convites para o US Open, esperava-se ver estes dois nomes na lista de wildcards. Mas não foi o caso: apenas o francês recebeu o tão desejado convite. O suíço, vencedor em 2016, ficou de fora.
Porque é que Monfils recebeu um convite? Simplesmente devido a um acordo de reciprocidade com a federação francesa, que por sua vez convida um norte-americano para Roland-Garros (o mesmo acordo existe com a Austrália). Naturalmente, não existe tal acordo com a federação suíça. E alguns wildcards são reservados, por exemplo, para campeões da NCAA.
Wawrinka de cabeça erguida
A reação de Stan Wawrinka? Classe, como sempre. Uma longa mensagem a agradecer ao seu torneio favorito (por não o terem convidado?) sem nunca demonstrar qualquer ressentimento.
Mas, no fim de contas, "Stan the Man" vai mesmo receber o seu convite. Patrick Kypson declarou forfait e a direção do US Open apressou-se a atribuir o seu wildcard ao suíço, perante a polémica gerada pela decisão inicial.
E é aqui que se questiona porque é que Kypson recebeu um wildcard. De facto, o norte-americano, lesionado há muito tempo, disputou apenas dois encontros desde maio, desistindo torneio após torneio, acabando ontem por abdicar do US Open. Isto mostra até que ponto a organização não queria convidar o suíço.
Sim, os wildcards servem para destacar certos jogadores. E, sobretudo, jogadores da casa. 5 dos 8 convidados no quadro masculino (e 6 em 8 no feminino) serão norte-americanos. O objetivo está claramente cumprido, mas recusar dar destaque, pela última vez, a um antigo vencedor, ainda bastante competitivo (3.ª ronda no Open da Austrália), é bastante dececionante para um torneio do Grand Slam.
No fim, não se sabe o que é pior: não convidar Stan Wawrinka de início, ou fazê-lo desempenhar o papel de suplente, passando por benfeitores por terem acabado por aceitá-lo. A tendência vai para a segunda hipótese.
