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“Normalmente vou ao jogo para ganhar. Obviamente que hoje era um desafio muito grande. Mentalmente preparei-me para qualquer tipo de dificuldade. Não só pelo meu adversário, mas também pelo estádio, pelo momento em que era e o peso que tinha para mim também. Mas, acima de tudo, acho que fiz um bom jogo”, afirmou o maiato.
Em pleno court central do All Englang Club, em Londres, Nuno Borges (48.º do mundo) procurava aquela que seria uma das maiores vitórias da história do ténis português, mas o italiano e número um mundial acabou por não se deixar surpreender e venceu por 7-6 (7-4), 7-6 (7-2) e 6-4, ao fim de duas horas e 32 minutos.
“Claro que gostava de ter ganho o segundo set. Não sei exatamente o que falhou. Acho que até não fiz um mau jogo de serviço. Uma bola (minha) que não passou e outra que passou (do adversário). E, de repente, estou numa posição complicada. Mas, de resto, não estou super frustrado com a exibição”, justificou.
Apesar do desaire diante do principal candidato ao título do terceiro Major da temporada, Nuno Borges diz que guardará boas recordações do encontro disputado na relva londrina, onde prosseguirá agora na competição de pares, ao lado de Nicolas Barrientos.
“Claro que gostava de ter feito um bocadinho melhor e gostava muito de poder estar na terceira ronda. Mas, sem dúvida, é um jogo que fica para a memória e que espero guardar para o resto da minha carreira. É um momento que acho que não vou esquecer”, frisou.
A testemunhar o momento especial, o número um nacional contou com a presença e o apoio de familiares e amigos, ao lado da sua equipa técnica, o que teve um “significado ainda maior".
“Portanto, apesar de todas as dificuldades que ele me colocou, com o seu grande serviço e o seu grande jogo, acho que até tive momentos em que consegui desfrutar e viver aquele encontro da melhor maneira. Daí também não ter feito um mau jogo”, concluiu.
