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Síntese de Wimbledon: Uma nova campeã de majors será coroada em final entre checas

Noskova vai defrontar a compatriota Muchova na final
Noskova vai defrontar a compatriota Muchova na finalReuters

Uma nova campeã de major será coroada no sábado, numa final de Wimbledon 100% checa, depois de as tenistas Linda Noskova e Karolina Muchova vencerem hoje a ucraniana Marta Kostyuk e a norte-americana Coco Gauff.

Desde 2009 que não há duas tenistas do mesmo país a disputar a final do major londrino, com Linda Noskova e Karolina Muchova a repetirem o feito das irmãs norte-americanas Venus e Serena Williams.

Entre as quatro semifinalistas apenas a norte-americana Coco Gauff (sétima do mundo) era campeã de Grand Slams, depois de ter vencido o Open dos Estados Unidos em 2023 e Roland Garros em 2025, mas o sonho de chegar a mais um título em majors acabou perante Karolina Muchova.

A nona tenista do mundo venceu Coco Gauff, por 6-2, 1-6 e 7-6 (12-10), e garantiu a sua segunda final num Grand Slam, depois de ter perdido o título em Roland Garros em 2023 para a polaca Iga Swiatek.

Soa muito bem estar na final, foi um encontro duro e uma luta muito grande. Uma montanha russa. Estás acima e logo a seguir em baixo. Em 10 segundos tens um ponto de encontro e logo a seguir tem a tua adversária. Não há tempo para pensar. É muito stressante e muito complicado para os nervos”, disse.

Este foi o 51.º encontro disputado em três sets no quadro feminino de Wimbledon, um novo recorde em torneios do Grand Slam na Era Open, superando os 50 no Open da Austrália em 1989 e no Open dos Estados Unidos em 2017.

A checa, de 29 anos, tornou-se apenas a quinta tenista a bater três anteriores vencedoras de majors na segunda semana de um Grand Slam antes de chegar à final, juntando-se às norte-americanas Chris Evert e Serena Williams, à cazaque Elena Rybakina e à tunisina Ons Jabeur.

Oito anos mais nova do que a sua compatriota, Linda Noskova (12.ª) nunca tinha passado dos quartos de final de um major e garantiu agora a presença na final, depois de vencer Marta Kostyuk (13.ª), que ficou novamente nas meias-finais, tal como já tinha acontecido em Roland Garros.

Ainda estou em choque. É a oportunidade da minha vida, de jogar num campo como este e conseguir um triunfo como este. Desfrutei muitíssimo do ambiente”, disse a mais jovem finalista de Wimbledon desde a letã Jelena Ostapenko em 2018.

O triunfo por duplo 6-4 sobre a ucraniana assegurou que vai haver novamente uma campeã checa em Wimbledon, pela terceira vez em quatro anos, depois de Markéta Vondrousová em 2023 e Barbora Krejcíková em 2024.

As duas checas apenas se defrontaram uma vez, com Karolina Muchova a levar a melhor sobre Linda Noskova na segunda ronda do Open dos Estados Unidos de 2025.