Reveja aqui as principais incidências da partida
A primeira meia-final do quadro feminino de Wimbledon parecia, em teoria, desequilibrada. De facto, Coco Gauff tinha-se tornado a "besta negra" de Karolína Muchová, liderando por 6-1 nos duelos diretos. No entanto, foi a checa quem venceu o confronto mais recente, em abril (em terra batida), e apresentava-se especialmente em grande forma nesta edição. Tudo apontava para suspense e espetáculo.
Não houve verdadeiro período de estudo: a checa foi a primeira a quebrar logo no terceiro jogo, antes de salvar duas bolas de contra-break para se manter na frente. O primeiro set ficou marcado pelas oportunidades desperdiçadas pela norte-americana, que sofreu o duplo break e depois falhou três hipóteses de finalmente quebrar o serviço adversário de seguida.
Sólida nos pontos decisivos, Karolína Muchová teve duas oportunidades para fechar o primeiro set ao serviço, bastando-lhe apenas uma. Ainda assim, Gauff não desistia, acumulava bolas de break, e só à 9.ª conseguiu finalmente quebrar o serviço da adversária. A norte-americana avançou para a rede, uma estratégia que resultou, pois desestabilizou por completo a sua rival.
O duplo break não tardou, e Coco Gauff forçou naturalmente a realização de um terceiro set. A primeira a perder o serviço provavelmente pagaria caro. Mas quando Muchová desperdiçou duas oportunidades logo no quarto jogo, era difícil não pensar que tinha deixado escapar a sua chance. Contudo, uma tensão enorme abateu-se sobre o Center Court, e quando chegou a altura decisiva, a pressão era imensa.
A 4-4, foi a vez de Gauff criar duas bolas de break, cruciais, mas desperdiçadas por falta de iniciativa. Nenhuma das duas jogadoras dominava, mas o jogo estava equilibrado no momento certo: seguia-se o super tiebreak. O primeiro mini-break foi para a checa, anulado, depois um segundo em 7-7 devido a uma dupla falta da rival. Mas Muchová cometeu dois erros graves em comprimento, oferecendo uma bola de encontro que Gauff atirou para a rede numa má escolha de amorti.
Depois, a checa, na sua primeira oportunidade para fechar, escorregou ao tentar executar um vólei vencedora. Mas à segunda foi de vez: desgastando a adversária, conseguiu quebrar a norte-americana na troca de bolas para vencer 6-2, 1-6 e 7-6 (10). Um grande encontro que garante a Karolína Muchová a sua segunda final de Grand Slam, depois de Roland-Garros 2023. Derrotada em Paris, conseguirá a checa triunfar no sábado em Londres?

