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Vice-presidente da FIFA exige divulgação dos ficheiros sobre a venda do Mundial e o caso Balogun

Vice-presidente da FIFA e presidente da FA, Debbie Hewitt (à direita), com o presidente da FIFA, Gianni Infantino
Vice-presidente da FIFA e presidente da FA, Debbie Hewitt (à direita), com o presidente da FIFA, Gianni InfantinoOdd ANDERSEN / AFP / AFP / Profimedia

Debbie Hewitt, presidente da Federação Inglesa e vice-presidente da FIFA, exigiu que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, divulgue todos os ficheiros relacionados com os planos de venda do Mundial e a polémica em torno do avançado dos EUA, Folarin Balogun, segundo a imprensa inglesa.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, tem estado sob constante escrutínio depois de o organismo máximo do futebol mundial ter tentado vender participações do Mundial da FIFA a investidores individuais para angariar 20 mil milhões de dólares. A proposta foi arquivada no início de agosto, mas está a custar apoio a Infantino antes das eleições presidenciais do próximo ano.

Com o anúncio da FIFA, na quarta-feira, de que a proposta falhada 'FIFA Forward Enterprise' será apresentada ao Conselho da FIFA, a vice-presidente Debbie Hewitt apelou a Infantino para divulgar todos os documentos relacionados com os planos de venda antes de 15 de outubro, segundo Martyn Ziegler, do The Times.

Debbie Hewitt ao lado de Gianni Infantino antes dos quartos de final do Mundial-2026 entre a Noruega e a Inglaterra
Debbie Hewitt ao lado de Gianni Infantino antes dos quartos de final do Mundial-2026 entre a Noruega e a InglaterraJUSTIN SETTERFIELD / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Hewitt fez o pedido numa carta enviada a Infantino e ao secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom, que se manifestou publicamente contra Infantino devido ao esquema de venda. Hewitt, que também preside à Federação Inglesa, manifestou a sua desilusão pelo facto de Infantino não ter contactado o Conselho da FIFA, o órgão máximo de decisão da organização, desde que anunciou a retirada dos planos 'FFE' a 5 de agosto.

Hewitt apelou ainda a uma revisão independente da proposta 'FFE' — algo que a UEFA, a CONCACAF e a AFC também solicitaram numa carta conjunta que pedia a demissão de Infantino.

Além dos ficheiros relativos ao 'FFE', Hewitt exigiu igualmente a divulgação dos documentos relacionados com a suspensão do avançado dos EUA, Folarin Balogun, antes do jogo dos oitavos de final da seleção norte-americana frente à Bélgica no Mundial-2026.

Balogun foi expulso por jogo violento no encontro dos 16 avos de final frente à Bósnia e Herzegovina, mas a FIFA retirou-lhe o cartão vermelho e a suspensão após um telefonema do presidente dos EUA, Donald Trump. Infantino defendeu a decisão na altura, afirmando que resultou de "órgãos judiciais independentes".

Perda de apoio

Gianni Infantino tem vindo a perder apoio de forma constante devido ao escândalo do FIFA Forward Enterprise, com a UEFA, a CONCACAF e a AFC a exigirem em conjunto a demissão do dirigente suíço.

Várias federações de futebol também retiraram o seu apoio, incluindo a FA de Hewitt e a KNVB neerlandesa, que apelou à realização de uma cimeira global para discutir uma reforma profunda na FIFA.

No final de agosto, a UEFA pediu a um tribunal federal dos EUA autorização para obter depoimentos e documentos de entidades da FIFA na Florida para serem usados numa queixa-crime planeada. O organismo europeu está a ponderar avançar com processos criminais contra Infantino, a quem acusa de ter contornado os processos de governação da FIFA e de não ter consultado o Conselho da FIFA, as confederações ou as federações-membro.

As federações francesa e grega juntaram-se ao grupo de federações que retiraram o apoio a Infantino nas últimas semanas, enquanto o presidente da DFB alemã, Bernd Neuendorf, afirmou ser "importante pôr fim a este sistema Infantino".

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