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Volta: Johansen rola em nível acima no crono em que Guérin se defende bem

Johansen em ação
Johansen em açãoVolta a Portugal em bicicleta/Facebook

O dinamarquês Julius Johansen (UAE Emirates) comprovou esta segunda-feira ser o mais forte da 87.ª Volta a Portugal em bicicleta na luta contra o cronómetro, ao vencer a quinta etapa, na qual Alexis Guérin (Anicolor-Campicarn) protegeu a camisola amarela.

Depois da vitória no prólogo, em Lisboa, ao cabo de 6,5 quilómetros, o nórdico, de 26 anos, também se mostrou rápido nos 17.4 quilómetros entre o Velódromo Nacional de Sangalhos, em Anadia, e Águeda, que cumpriu a uma velocidade média superior a 49 quilómetros por hora, traduzida numa marca de 21.13 minutos.

Ao sair para a estrada na primeira hora de corrida, Johansen deteve o melhor tempo na maior parte do ‘crono’ e impôs-se a toda a concorrência, encabeçada por Tiago Antunes (Efapel), que reagiu à perda de tempo na subida à Torre (13.º lugar) com o segundo lugar, a 30 segundos do vencedor, e pelo holandês Axel van der Tuuk (Euskaltel-Euskadi), terceiro, a 36, após ser sexto no prólogo.

Sabia que o contrarrelógio se ajustava bem às minhas características. Tive um excelente desempenho”, frisou o dorsal número 12, a propósito de um trajeto maioritariamente plano, pese alguns troços técnicos, com um ponto intermédio em Barrô, ao quilómetro 9,9, no qual o escandinavo foi também o mais rápido.

As contas da classificação geral só emergiram na última meia hora da corrida, com o vencedor no alto da Torre e primeiro classificado da prova a alcançar o oitavo melhor tempo, a 53 segundos do vencedor de hoje, e a minimizar as perdas para os mais diretos concorrentes na luta pela vitória pela geral.

Ao perder 23 segundos para Tiago Antunes e 14 para o colega de equipa Artem Nych, Alexis Guérin comanda agora a prova com 1,12 minutos de vantagem para o russo que venceu as edições de 2024 e de 2025 e 1.52 para o português que foi quinto da geral em 2025, antes das derradeiras cinco tiradas, incluindo a da dupla ascensão na Senhora da Graça, em 15 de agosto.

Fiz um bom crono. Perdi algum tempo numa curva, mas estou contente com o meu tempo. Fiz o meu melhor. O Artem é melhor do que eu no contrarrelógio, assim como o Johansen”, disse o gaulês, de 34 anos, no final da etapa.

Reconhecido pelas qualidades como trepador, José Neves (GI Group Holding-Simoldes-UDO) desceu ao quarto lugar da classificação geral, a 02.04 minutos de Guérin, mas defendeu-se em terreno teoricamente adverso, com o nono lugar, e Adrià Pericas (UAE Emirates) reagiu à perda no último quilómetro da subida à Torre com o 10.º lugar no crono, que lhe valeu a subida do nono ao quinto lugar, a 02.24 da camisola amarela.

Após sobressair na ascensão ao ponto mais alto de Portugal Continental, Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista) foi o principal derrotado do dia, com o 25.º lugar no contrarrelógio a relegá-lo para a sétima posição da geral, agora a 02.49 minutos de Guérin, assim como Txumin Juaristi (Euskaltel-Euskadi), 28.º do ‘crono’ e 10.º da geral.

A ligação entre duas localidades com tradição no ciclismo contou ainda com a presença do campeão olímpico Iúri Leitão, a acompanhar o parceiro com quem conquistou o ouro na variante de madison, em ciclismo de pista, há precisamente dois anos, o gaiense Rui Oliveira (UAE Emirates), que fez o 19.º melhor tempo, na antecâmara do dia de descanso, divisória entre a primeira e a segunda metade da corrida.