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Volta: Pelotão e comunidade velocipédica partilham condolências pela morte de Finlay Tarling

Finlay Tarling faleceu após um acidente na oitava e penúltima etapa da Volta a Portugal
Finlay Tarling faleceu após um acidente na oitava e penúltima etapa da Volta a PortugalNSN Development Team

A maioria do pelotão da Volta a Portugal e a comunidade velocipédica partilharam esta sexta-feira condolências pela morte do ciclista britânico Finlay Tarling (NSN Development Team), de 19 anos, após um acidente na oitava e penúltima etapa.

“Estamos de coração partido ao anunciar a morte de Finlay Tarling na Volta a Portugal. Fin era um membro muito amado da nossa equipa, mas, mais importante, era um filho, um irmão e um amigo para tantos. Vai fazer muita falta”, expressou a NSN Development Team, que já abandonou a prova.

O corredor de 19 anos, nascido no País de Gales e a representar a equipa suíça, foi atropelado por um veículo ligeiro de mercadorias que seguia em contramão e não fazia parte da prova, disse fonte da GNR à agência Lusa.

“Neste momento, o ciclismo é a menor das preocupações”, reconheceu a Anicolor-Campicarn, do francês Alexis Guérin e do russo Artem Nych, os dois primeiros classificados da geral antes das últimas duas etapas.

A UAE Emirates lamentou um “vazio incomensurável” na família do ciclismo e desejou que a memória e o espírito de Finlay Tarling “continuem vivos”, numa dor à qual se associaram igualmente a Burgos-Burpellet-BH, a Euskaltel-Euskadi, a Credibom-LA Alumínios-MarcosCar, a Gi Group Holding-Simoldes-UDO ou a Óbidos Cycling Team.

“Hoje, a competição fica em segundo plano”, assinalou a Localiza Meoo-Swift Pro Cycling, tal como a Tavira-Crédito Agrícola ressalvou não haver “resultados ou classificações que importem perante uma perda desta dimensão”.

A exemplo da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua e da Feirense-Beeceler, a Efapel assumiu ser difícil encontrar palavras, admitindo que jamais esquecerá o dia da morte de Finlay Tarling, que tinha “toda uma vida pela frente”, mas “perdeu-a a fazer o que amava”.

Um dia que deveria ser de festa termina da forma mais dolorosa e de uma maneira que nunca deveria acontecer”, vincou a Feira dos Sofás-Boavista.

Evocando “mais do que a memória de um jovem talento, a Aviludo-Louletano-Loulé destacou o exemplo de quem “encontrou na bicicleta a sua liberdade, força e felicidade” e “ficará para sempre” na memória coletiva do ciclismo.

Alguns ciclistas do pelotão da Volta a Portugal partilharam as mensagens de pesar das respetivas equipas, enquanto o luso Rui Oliveira (UAE Emirates), líder da classificação por pontos, manifestou-se a título pessoal.

Não tenho palavras. É um dia trágico. A minha maior força para a família do Finlay, amigos e toda a equipa da NSN. Nunca ninguém deveria perder a vida desta maneira, fazendo o que mais ama. Descansa em paz”, transmitiu o campeão olímpico de pista na vertente de madison em Paris-2024.

A União Ciclista Internacional (UCI), o Comité Olímpico de Portugal (COP) e a Confederação do Desporto de Portugal (CDP) também reagiram institucionalmente à morte, cujas primeiras reações vieram do Presidente da República, António José Seguro, do primeiro-ministro Luís Montenegro e da Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes.

O alerta para o acidente na freguesia de Arcozelo, em Ponte de Lima, foi dado às 15:30, tendo o mesmo ocorrido ao quilómetro 19,042 da Estrada Nacional 316.

A organização da Volta a Portugal e a Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) anunciaram a neutralização da oitava etapa da 87.ª edição da Volta a Portugal, que ligava Melgaço a Fafe, numa extensão de 166,8 quilómetros, e o cancelamento da cerimónia de pódio, com os ciclistas a percorrerem os últimos 20 quilómetros em pelotão compacto até à meta.

Depois da desistência da NSN Development Team, o pelotão ficou reduzido a 89 corredores antes das últimas duas etapas, disputadas entre Paredes e Senhora da Graça, no sábado, e Maia e Porto, no domingo.