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Volta: Rui Oliveira sprinta para ambicionada vitória em casa

Rui Oliveira celebra
Rui Oliveira celebraVolta a Portugal/Facebook

O português Rui Oliveira conquistou este domingo a etapa que procurou desde o início da 87.ª Volta a Portugal em bicicleta, ao impor-se ao sprint perto de casa, no Porto, no último dia da corrida ganha por Alexis Guérin.

Assim que o grupo principal começou a subir o centro histórico portuense pela última vez, a cerca de quilómetro e meio da meta instalada na Avenida dos Aliados, a corrida acelerou com a Efapel e, depois, Xabier Isasa (Euskaltel-Euskadi) à cabeça, antes de o campeão olímpico de Paris-2024 e o espanhol Daniel Cavia se lançarem para o duelo final pela vitória.

Após cinco classificações no top 10 das etapas, o português, de 29 anos, esteve sempre no comando do sprint e pôde finalmente erguer os braços ao serviço da UAE Emirates, já que, até agora, somente vencera por uma vez na estrada, mas pela seleção portuguesa, em Estarreja, na prova de abertura do calendário nacional de 2019.

Efusivamente saudado pelos milhares de pessoas que se concentraram na ‘invicta’, e ainda mais quando consumou a primeira vitória pela UAE Emirates, Rui Oliveira assumiu ter dificuldades em explicar o quanto a vitória foi especial, após ouvir milhares de vozes a gritarem o seu nome, na corrida e na subida ao pódio.

É o sítio mais lindo do mundo, com toda a gente a acreditar que eu podia ganhar, mesmo adversários. Foram oito anos na busca desta vitória profissional. Hoje, estava à espera que acontecesse alguma coisa, que alguém me passasse nos últimos metros. Temia que não fosse real, mas foi. Para ganhar, que seja em grande. Nada melhor do que ganhar aqui, em casa”, disse, após a cerimónia do pódio.

A celebração de Rui Oliveira, ao pé de casa, encerrou uma corrida ensombrada pela morte de Finlay Tarling, corredor britânico que pertencia à NSN Development Team, aos 19 anos, e que colidiu com um veiculo alheio à corrida na sexta-feira, durante a oitava etapa, em Ponte de Lima.

A atenção dispensada pelo público ao campeão olímpico de madison, em parceria com Iúri Leitão, superou até a que o vencedor da 87.ª edição da Volta, o francês Alexis Guérin, recebeu, num dia que confirmou o russo Artem Nych, vencedor em 2024 e em 2025, como segundo classificado, e o português Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista), também muito aclamado pela multidão, principalmente pelos que ostentavam o ‘xadrez’ do Boavista, como terceiro.

Na reunião, dissemos que tínhamos de controlar a corrida para eu não cair. Todos os corredores me deram hoje os parabéns, mas eu não iria ganhar se não cruzasse a linha de meta. Se eu caísse, não ganhava a Volta. A equipa trabalhou muito. No último quilómetro, estive no máximo para acabar a corrida o mais rapidamente possível e ganhar a Volta”, disse o gaulês, de 34 anos, após ser aclamado vencedor.

A calma que se antecipava para os primeiros 90 quilómetros da derradeira tirada, entre Maia e Porto, foi abalada pela queda de Abner González, chefe de fila de Feirense-Beeceler e 11.º classificado, no arranque para a etapa de hoje, que ditou a hospitalização do porto-riquenho e a abandono da corrida, à semelhança de Lorenzo Quartucci (Burgos-Burpellet-BH) e Ferran Miravalles (Meridian Racing p/b de La Uz).

Entretanto, o quinteto formado por Adam Lewis (APS Pro Cycling by Team Cadence Cyclery), Viacheslav Ivanov (Feirense-Beeceler), Eduardo Pérez Landaluce (Óbidos Cycling Team), César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) e Gaspar Gonçalves (GI Group Holding-Simoldes-UDO) animou a primeira metade da etapa com uma fuga que chegou a dispor de 01.45 minutos de vantagem para o pelotão.

Gaspar Gonçalves e Pérez Landaluce destacaram-se na frente assim que se iniciou o circuito final de 13,1 quilómetros pelas ruas do Porto e de Vila Nova de Gaia, com Diogo Narciso (Credibom-LA Alumínios-MarcosCar) a juntar-se-lhes pouco antes da segunda passagem pela Avenida dos Aliados e a tentar a sua ‘sorte’ isolado, pouco depois.

Incapaz de lograr uma diferença superior a meio minuto, o corredor de Gondomar e foi absorvido precisamente na entrada para a última volta, que se desenrolou com cautela, à exceção de um ataque de José Neves (GI Group Holding-Simoldes-UDO), quarto da classificação geral, rapidamente anulado, até à reentrada no piso empedrado do Porto, que consagrou Rui Oliveira vencedor, em casa… como tanto ansiava.

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