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Volta: Declarações dos intervenientes no final da sexta etapa

Declarações dos intervenientes no final da sexta etapa
Declarações dos intervenientes no final da sexta etapaNUNO VEIGA/LUSA

Declarações no final da sexta etapa da 87.ª Volta a Portugal em bicicleta, que decorreu esta quarta-feira entre Santa Maria da Feira e Peso da Régua, ao longo de 132,6 quilómetros.

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Xabier Isasa (vencedor da etapa):

“Estou muito feliz. Muita gente dizia-me que tinha de ganhar. Tinha muito apoio. Trabalhei muito até aos últimos quatro quilómetros. Nos últimos dois quilómetros, sabia que ele (Rui Oliveira) era um corredor com mais nome e que queria ganhar. Felizmente, fui mais forte no fim.

Temos bons corredores. Podemos ganhar mais etapas e também temos gente para lutar pela classificação geral. Txomin (Juaristi) e (Jokin) Murguialday estão muito bem. Vamos lutar pelo top 5 ou pelo pódio. Se possível, vamos tentar disputar mais alguma etapa.

Encanta-me correr em Portugal. Todo o público apoia muito os corredores, portugueses ou espanhóis”.

Rui Oliveira (segundo na etapa e líder da classificação por pontos):

“Fiz tudo perfeito. Não poderia ter feito nada diferente. A dois quilómetros do fim, o corredor da Euskadi disse que não podia puxar mais. Tive de manter o ritmo alto, com ele a respirar na minha roda. Ser passado a 100 metros (da meta), é frustrante, mas ia ficar mais frustrado se o grupo de trás me tivesse absorvido e nem segundo tivesse feito. Se calhar nem tinha esta camisola. Temos de ver as coisas pelo lado positivo.

As estradas de Castelo de Paiva e de Cinfães conheço muito bem. Fiz o reconhecimento da etapa com o meu irmão mais velho, de mota. Viemos aqui e pensámos muito sobre esta etapa. Fiz tudo o que podia. Estive na fuga do dia. Ganhei os sprints (intermédios). Pensei que nunca mais ia conseguir discutir a etapa. Arranquei para o quarteto que estava na frente. Fui o corredor que mais procurou a vitória. Só posso estar orgulhoso.

(A camisola laranja) era um objetivo. O Cavia, desde o quilómetro zero, estava na minha roda e não largava, mas, ainda assim, consegui vencer os sprints taco a taco com ele. Venci dois e fiz segundo noutro. Aqui (Peso da Régua), fiz segundo. Obviamente, queria chegar só com o corredor da Euskadi, porque sabia que os pontos poder-me-iam dar a camisola laranja. Atenuou um bocadinho, mas queria a vitória.

Vou levar os próximos dias sem pressão. Amanhã (quinta-feira), vai ser um dia mais tranquilo, porque não posso andar todos os dias a fazer isto. Não tenho força para tal. Portanto, vamos pensar na estratégia para acabar a Volta.

É um dia duríssimo (quinta-feira). Temos de estar na melhor forma para ajudar o Adrià (Pericas). Hoje, tenho de agradecer ao Luca (Giaimi), que esteve na fuga e me ajudou bastante. Amanhã, para o Adrià, vai ser um dia importante, dependendo do que aconteça, porque não sabemos se alguns homens da (classificação) geral se vão meter em fuga ou não. É ir quilómetro a quilómetro e estar atentos”.

Alexis Guérin (líder da classificação geral):

“Foi uma etapa muito rápida. Tenho o meu companheiro, o Artem (Nych), a 49 segundos. É colega de equipa. É bom para nós. Hoje, foi uma etapa muito explosiva e curta. Amanhã (quinta-feira), teremos uma etapa mais de montanha.

Não sei (se me assenta melhor a etapa de quinta-feira). Vou ver o percurso. Estou bem, com muita concentração. Amanhã (quinta-feira), saberemos, no autocarro, a tática da equipa.

Perdi um bocado de tempo na sequência de uma curva. Depois, tive de trabalhar para encurtar a diferença. O meu companheiro Louis Ferreira também trabalhou. Perdi 23 segundos. Tenho as minhas pernas bem para a montanha, bem como a minha cabeça e a minha concentração.

Um corredor da NSN travou numa curva durante a descida, o que abriu espaço. É uma corrida. Tenho de estar mais à frente. Ele fez uma manobra estranha, mas a culpa é minha. Tenho de ser honesto. Eu estava perto do (Tomas) Connte, porque estava à procura do sprint. Tenho de ser melhor amanhã (quinta-feira)”.

 

Adrià Pericas (líder da classificação da juventude):

“Foi um dia muito duro. No final, saímos a ganhar (na classificação geral). É uma pena o Rui (Oliveira) não ter ganhado, por ter trabalhado arduamente. Merecia a vitória (na etapa).

Às vezes, é mais importante estar bem posicionado do que ter umas pernas espetaculares. Hoje, não estava no topo das minhas capacidades, mas, no final, o pelotão cortou-se. Estava na frente. Ganhei uns segundos que me vão dar jeito para as próximas etapas.

Vou dar tudo (na quinta-feira). Hoje, muita gente gastou muitas forças. Isso vai ter de se pagar. Todos os adversários são muito fortes. Temos de os respeitar. Da nossa parte, vamos tentar o melhor possível.

Sim (a camisola amarela é um objetivo). Os corredores da Anicolor(-Campicarn) estão muito fortes. Controlam muito bem a corrida, mas, a qualquer momento, pode ocorrer um corte. Vamos tentar estar na frente”.

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