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Volta: Xabier Isasa vence sexta etapa, Guérin perde segundos na liderança

Atualizado
Xabier Isasa
Xabier IsasaJORGE GUERRERO / AFP

O espanhol Xabier Isasa (Euskaltel-Euskadi) impôs-se esta quarta-feira ao sprint na chegada ao Peso da Régua, para vencer a sexta etapa da Volta a Portugal em bicicleta, que é liderada pelo francês Alexis Guérin (Anicolor-Campicarn).

No final dos 132,6 quilómetros da tirada que se iniciou no Europarque, em Santa Maria da Feira, Isasa cortou a meta ao fim de 03:01.23 horas, seguido por Rui Oliveira (UAE Emirates) e Francisco Campos (Tavira/Crédito Agrícola), segundo e terceiro, respetivamente, com o mesmo tempo.

Alexis Guérin, que foi 26.º na etapa, continua na liderança da geral, mas acabou por perder alguns segundos para o mais direto perseguidor, o russo Artem Nych, seu colega de equipa e vencedor das duas últimas edições da Volta, que está agora a 49 segundos do gaulês, enquanto Tiago Antunes (Efapel) é terceiro, a 1.28 minutos.

Na quinta-feira, a sétima tirada da Volta a Portugal arranca em Vieira do Minho e termina nas Termas do Gerês, num total de 153 quilómetros.

Rui Oliveira perde para Isasa a dar espetáculo e Guérin perde tempo

O português Rui Oliveira foi protagonista da etapa mais emotiva da 87.ª Volta a Portugal em bicicleta, apesar do segundo lugar, atrás de Xabier Isasa (Euskaltel-Euskadi), num dia em que o líder Alexis Guérin (Anicolor-Campicarn) perdeu tempo.

Após integrar a principal fuga do day, por mais de 70 quilómetros, o campeão olímpico de Paris-2024 escapou novamente do pelotão a 23 quilómetros da meta, juntou-se ao quarteto que seguia na frente e atacou depois para ganhar a tirada mais curta da prova, de 132,6 quilómetros, sendo apenas seguido pelo basco, de 24 anos.

Ao mesmo tempo, o pelotão sofreu um corte na descida para Peso da Régua, a cerca de 10 quilómetros da meta, com um grupo de 11 corredores, que incluía Artem Nych (Anicolor-Campicarn), segundo da classificação geral, Tiago Antunes (Efapel), terceiro, Adrià Pericas (UAE Emirates), quinto, e Txomin Juaristi (10.º), a ganhar terreno face ao grupo onde permaneceu o camisola amarela.

A incerteza sobressaiu nos metros finais de uma tirada entre Santa Maria da Feira, repleta de curvas e contracurvas, com subidas e descidas e velocidade média superior a 43 quilómetros por hora ao longo das margens do Douro, em que Rui Oliveira correu no limite para evitar ser alcançado pelo grupo perseguidor e vencer a tão ambicionada etapa.

O português, de 29 anos, garantiu o primeiro objetivo, mas falhou o segundo, já que Xabier Isasa chegou mais fresco à meta e teve mais energia nas pernas na hora de sprintar, quando o duo estava prestes a ser alcançado pelo grupo onde seguiam Nych, Antunes, Pericas e Juaristi.

Muito feliz com a primeira vitória numa etapa como profissional, o corredor da Euskaltel-Euskadi admitiu ter noção da vontade de Rui Oliveira vencer, pelo que, nos últimos dois quilómetros, se limitou a seguir na roda do corredor da UAE Emirates, o novo líder da classificação por pontos, consolação, ainda assim, insuficiente para mitigar a frustração de não erguer os braços na meta.

Fui o corredor que mais procurou a vitória. É frustrante ficar tão perto. Tinha esta etapa em mente, mais do que todas as outras. Foi bom corresponder, foi bom estar nas minhas estradas. Foi bom ver pessoas que me são queridas. Era por elas que queria ganhar esta corrida. Faltou um pouco”, disse o ciclista, que alcançou cinco classificações top 10 nas etapas da Volta.

Liderado por Francisco Campos (Tavira-Crédito Agrícola), o grupo perseguidor concluiu a etapa com o mesmo tempo dos dois primeiros da etapa e com 23 segundos de vantagem para o grupo de Guérin, o que permitiu a Nych, vencedor da Volta em 2024 e em 2025, reduzir a diferença face ao camisola amarela para 49 segundos e a Antunes, terceiro, para 01.28 minutos.

Um corredor da NSN travou numa curva durante a descida, o que abriu espaço. É uma corrida. Tenho de estar mais à frente. Ele fez uma manobra estranha, mas a culpa é minha. Tenho de ser honesto. Eu estava perto do (Tomas) Connte, porque estava à procura do sprint. Tenho de ser melhor amanhã (quinta-feira)”, admitiu o líder da geral no final da etapa.

A tirada seguiu em pelotão compacto até ao quilómetro 20,5, em Guisande, ainda em Santa Maria da Feira, quando se formou um quarteto na frente, que viria a ser robustecido com a presença de mais 18 corredores, incluindo Rui Oliveira, e o anterior camisola laranja, Daniel Cavia (Burgos-Burpellet-BH).

Pronto a defender a liderança do colega de equipa Oscar Rota na classificação da montanha, Rúben Rodrigues (Feira dos Sofás-Boavista) assumiu a dianteira da fuga para ser o primeiro a cruzar as contagens de Pedorido (terceira categoria) e de Tarouquela (segunda).

Já Rui Oliveira venceu as metas volantes em Cinfães e em Mesão Frio, essa já na companhia de Isasa, e foi segundo em Castelo de Paiva, somando pontos que, aliados ao segundo lugar na etapa, lhe dão uma vantagem de 12 pontos para Cavia na batalha pela camisola laranja.

Tiago Antunes e Fábio Costa (Feira dos Sofás-Boavista), agora 10.º da geral, juntaram-se aos elementos da frente, a cerca de 50 quilómetros da meta, o que condenou a fuga ao insucesso, mas esse não seria a última tentativa de escapar a um pelotão onde o trabalho esteve sobretudo entregue à Aviludo-Louletano-Loulé e à Anicolor-Campicarn.

Os últimos 30 quilómetros reservaram um final alucinante na etapa com mais espetacularidade até agora na Volta de 2026 e com mais abandonos – cinco corredores desistiram -, que prossegue na quinta-feira, com a ligação entre Vieira do Minho e a vila do Gerês, de 153 quilómetros.

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