O percurso teve 42,9 quilómetros devido às correntes marítimas e às ondulações, que exigem um trajeto diferente da distância linear entre os países. Com o resultado, Ana Marcela superou as antigas marcas sul-americanas de Adherbal de Oliveira (8:49 horas) e Ana Mesquita (9:40).
O tempo também é o mais rápido registrado no mundo, entre homens e mulheres, desde 2022 e, no feminino, o melhor desde 1999. Após concluir o desafio, a campeã olímpica afirmou que a travessia representava um sonho de infância e comparou a conquista à medalha de ouro obtida nos Jogos Olímpicos de Tóquio.
"Acredito que, óbvio, a medalha olímpica é uma conquista muito profissional e no auge do atleta é a maior conquista que podes ter na vida. Mas acho que quando realizas sonhos, mesmo não sendo uma medalha olímpica, vale muito", afirmou.
Mesmo partindo horas depois de outros atletas que tentavam completar o percurso no mesmo dia, ultrapassou todos e foi a primeira a chegar à costa francesa.
