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Europeus de atletismo: Portugal procura novamente o ouro, após exceção em Roma 2024

Pichardo é esperança portuguesa nas medalhas
Pichardo é esperança portuguesa nas medalhasPHILIP FONG / AFP

Portugal voltou em Roma-2024 a ficar afastado do lugar mais alto do pódio dos Campeonatos da Europa de atletismo, apenas pela terceira vez nas 14 mais recentes edições, num total de 25 presenças nacionais, com 41 medalhas.

Na antecâmara dos Jogos Olímpicos Paris-2024, a seleção portuguesa enfrentou os Europeus ao ar livre na capital italiana com a então maior delegação de sempre, com 50 convocados (26 mulheres e 24 homens), que resultou na modesta sétima melhor presença desde Atenas1982.

Além da seca de medalhas de ouro, tal como em Zurique-2014 e Barcelona-2010, Portugal contou apenas com nove finalistas, com lugares entre os oito primeiros, destacando-se os três medalhados e os dois quartos classificados.

Pedro Pablo Pichardo conquistou a medalha de prata no triplo salto, com novo recorde nacional (18,04 metros), e Agate de Sousa e Liliana Cá as de bronze, respetivamente, no comprimento (6,91 metros) e no lançamento do disco (64,53 metros), esta última valorizada com os mínimos para Paris-2024, na qualificação (64,72).

Perto do pódio ficaram Tiago Luís Pereira, no triplo, e Irina Rodrigues, no disco, com os quartos lugares conquistados nos respetivos concursos, enquanto a estafeta masculina 4x400 metros bateu duas vezes o recorde nacional, fixando-o em 3.01,89 minutos, na final, que terminou no sexto posto.

Na cidade inglesa de Birmingham, entre segunda-feira e 16 de agosto, Portugal volta a aumentar o número de selecionados, com 55 atletas, entre os quais quatro atuais campeões do mundo, casos de Pichardo e Isaac Nader, no triplo e nos 1.500 metros, ambos ao ar livre, com os cetros conquistados em Tóquio-2025, e Agate de Sousa e Gerson Baldé, ambos no salto em comprimento em pista curta, com os títulos arrebatados já este ano em Torun-2026.

Não parece, então, difícil melhorar o registo alcançado em Roma-2024, com quatro recordes nacionais e dois apuramentos olímpicos, e a soma de 36 pontos pelos finalistas – contando com o sétimo lugar na classificação coletiva da meia-maratona feminina -, no sétimo melhor desempenho desde Atenas1982, quando Portugal conquistou a primeira medalha, por Rosa Mota.

Apesar de contar 25 presenças - esteve ausente em Oslo-1946 –, Portugal só à 12.ª vez chegou às medalhas, tendo, desde então, conseguido sempre chegar ao pódio.

Em Atenas-1982, Rosa Mota conquistou a primeira medalha portuguesa de maratona em Campeonatos da Europa, feito que repetiria nas duas edições seguintes (Estugarda-1986 e Split-1990), e que teve continuidade com Manuela Machado (Helsínquia-1994 e Budapeste-1998), nestas duas últimas já com os títulos nos 10.000 metros de Fernanda Ribeiro e António Pinto, respetivamente.

Desde então, o historial luso cresceu, com destaque para os desempenhos em Budapeste1998, com recorde de medalhas, seis (duas de ouro, três de prata e uma de bronze), sem superar a pontuação que alcançou em Barcelona2010 – 57 contra 48 -, apesar de na cidade espanhola não ter conquistado qualquer título (quatro pratas e um bronze), então a primeira vez no pós-Atenas 1982, a que se juntaria Zurique-2014 e Roma-2024.

Na capital italiana, Portugal somou 36 pontos, mesmo assim, mais nove do que em Munique-2022, com o ouro de Pichardo e a prata de Auriol Dongmo, no peso, e mais seis do que em Berlim-2018, com os títulos de Nelson Évora, também no triplo, e Inês Henriques, na estreia e entretanto extinta distância de 50 quilómetros marcha.

Em número de medalhas, mas sem ouro, Roma-2024 ficou ao nível (três) de Helsíquia-1994, Munique-2002 e Helsíquia-2012, mas atrás das delegações a Budapeste-1998 (seis), Barcelona-2010, Amesterdão-2016 (ambas com cinco) e Gotemburgo-2006 (quatro).

Portugal inicia na segunda-feira em Birmingham a 27.ª edição dos Europeus ao ar livre com um total absoluto de 41 medalhas, 16 de ouro, 15 de prata e 10 de bronze, e 114 finalistas.

Em 2016, Portugal arrebatou a Taça da Europa de meia-maratona feminina, ao vencer a classificação coletiva (Sara Moreira foi primeira, Jessica Augusto terceira e Dulce Félix 12.ª).

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