Basquetebol: "Não estou em modo de desforra", avisa Evan Fournier (Olympiakos)

Evan Fournier, jogador do Olympiakos
Evan Fournier, jogador do OlympiakosTourette Photography / Alamy / Profimedia

Evan Fournier, novamente apurado com o Olympiakos para o Final Four da Euroliga de basquetebol, após a vitória tranquila em Monte Carlo esta terça-feira (82-105), garante que não está "em modo de desforra" e espera dar ao povo do Pireu "alegria e orgulho".

Recorde as incidências da partida

- O que retira desta qualificação?

- Fizemos uma série sólida. Não há muito a dizer. Depois de duas boas exibições em nossa casa, é verdade que eles tinham jogadores lesionados. Mas isso não depende de nós. Encontrámos boas soluções, insistimos onde era preciso e gerimos bem o jogo.

- O que pensa da época do Monaco?

- Temos compaixão pelos nossos colegas. Temos uma profissão muito bem paga. Mas não receber, não saber o que vai acontecer... Não é fácil viver na incerteza, sem saber se mudas a tua família ou não. As condições para trabalhar com tranquilidade não são as melhores, sobretudo num clube ambicioso. Os jogadores foram muito corajosos.

- Sente-se mais forte do que na época passada?

- É diferente. É a crueldade do formato do Final Four. Tenho a convicção de que, numa série, no ano passado ninguém nos batia. Agora, é preciso estar pronto no dia certo. Da primeira vez que este grupo se apurou contra o Monaco, com aquele jogo 5 meio louco, a reação dos adeptos foi incrível. Hoje, tendo em conta o plantel e as épocas anteriores, o que eles esperam é o título.

- O que significaria para si?

Ficaria mais contente pelos adeptos do que por mim. Teria orgulho em tornar um povo orgulhoso e feliz. Não conseguem imaginar, mas é o nosso dia a dia. Sempre que nos veem na rua, param-nos. Na autoestrada, as pessoas apitam, dizem-nos para irmos buscar esse título. Não é uma pressão, mas estão sempre a apoiar-te. Poder dar-lhes isso na OAKA Arena seria fantástico, com um sabor especial. Vivemos para estes desafios. Tenho a convicção de que o Pana vai desenrascar-se para chegar à final. Se os pudermos defrontar, será muito especial.

- A desilusão do ano passado pode servir-lhe de motivação?

Desilusões, já tive tantas na minha carreira que estou numa fase em que não. Jogo pelo amor ao jogo, pela competição e para viver o momento. A desforra era algo que sentia um pouco quando era mais novo. Agora, não estou em modo de desforra.

- Pode encontrar Nando De Colo e o Fenerbahçe na meia-final...

- Espero mandá-lo para a reforma (risos). Seria um momento muito especial. O Nando é um jogador de quem gosto muito. Adorei partilhar todas aquelas grandes campanhas (com a seleção francesa) com ele. Seria uma bela história.

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