"Sinto-me muito bem. Só o facto de estar numa cidade com tanta história, sobre a qual já ouvi tantas coisas boas, e de estar numa equipa e numa organização com um historial e uma tradição tão fortes, com todas estas diferentes equipas... A energia que já se sente aqui é simplesmente incrível. Estou muito grato por estar aqui", confessou à BTV, no Museu Benfica – Cosme Damião.
Luke Barrett apresenta-se como um jogador versátil, disponível para desempenhar diferentes funções, mas sempre subordinadas a uma prioridade: contribuir para as vitórias da equipa.
"Defino-me como alguém que faz tudo o que for preciso para ganhar e tudo aquilo de que a equipa precisar. Ao longo da minha carreira, desde a universidade até ao meu primeiro ano como profissional, desempenhei diferentes funções. Por vezes, mais como marcador de pontos; outras vezes, mais como um jogador que ajuda a defender e a ganhar ressaltos. Por isso, aquilo de que gosto no basquetebol é fazer tudo o que for preciso para ganhar", descreveu.
Natural de Piedmont, na Califórnia, nasceu em 25 de setembro de 2001 e viveu a primeira experiência no basquetebol europeu na temporada passada.
Antes de rumar à Europa, Luke Barrett passou 5 anos (2020/21 a 2024/25) no desporto universitário norte-americano, ao serviço dos Saint Mary's Gaels. Nesse período, foi finalista em 2022, 2023 e 2025 e sagrou-se campeão da WCC em 2024.
O extremo foi ainda incluído entre os jogadores distinguidos pela WCC All-Academic em duas temporadas consecutivas, 2023/24 e 2024/25. Na última época ao serviço dos Saint Mary's Gaels, em 2024/25, totalizou 1278 minutos, o 4.º registo mais elevado numa temporada na história da equipa. A média de 36,5 minutos por jogo colocou-o também no 8.º lugar desse ranking histórico.
Em 2025, Luke Barrett entrou no draft da NBA, mas não foi selecionado, seguindo depois para a Polónia, onde representou o Arka Gdynia em 2025/26. Na primeira experiência europeia da carreira, ajudou a equipa polaca a chegar às meias-finais, terminando a temporada com médias de 10,4 pontos e 5,1 ressaltos por jogo.
Energia, liderança e uma forte ética de trabalho são atributos que o extremo pretende acrescentar diariamente ao coletivo encarnado.
"Posso trazer muita energia. Posso trazer liderança, apesar de ser jovem. E posso trazer uma ética de trabalho e uma atitude, todos os dias, de querermos todos melhorar, de nunca desperdiçarmos um dia e de fazermos tudo para ganhar", enumerou.
Depois do percurso realizado nos Estados Unidos e da primeira experiência profissional na Polónia, ao serviço do Arka Gdynia, o norte-americano acredita que a adaptação a diferentes realidades lhe proporcionou ferramentas importantes para enfrentar este novo desafio.
"São dois estilos de basquetebol e dois contextos muito diferentes, obviamente. E, claro, estes jogadores têm muito mais experiência do que eu, mas acho que ter sido lançado num ambiente novo, como aconteceu na Polónia, fez-me crescer muito. E ter conseguido ver que era capaz de ter sucesso nesse contexto dá-me, penso eu, muita confiança para também ter sucesso aqui", reconheceu.
Na hora de estabelecer metas para 2026/27, Luke Barrett não hesita: quer contribuir para que o Benfica continue a acrescentar troféus ao palmarés.
"Temos de conquistar títulos. Temos de voltar às vitórias, fazer aquilo que este clube sempre fez e ser o melhor clube de Portugal", vincou.
Dirigindo-se aos benfiquistas, o reforço prometeu entrega e um basquetebol capaz de criar uma forte identificação entre a equipa e as bancadas.
"Quero dizer que estamos extremamente entusiasmados por fazer parte desta cidade e desta cultura e que vamos dar tudo o que temos dentro de campo. Vamos tentar praticar um basquetebol que inspire as pessoas. Queremos competir mais do que qualquer outra equipa, dar tudo sempre que perdemos a bola e ser uma equipa com a qual vocês se identifiquem e que gostem de apoiar", prometeu Luke Barrett.
