O anúncio surge numa altura de grande agitação: a Netflix chegou a avançar nas redes sociais que o combate — o mais valioso da história do boxe britânico — já estava acordado. Embora Hearn admita que a plataforma se "antecipou" ligeiramente, o otimismo é real.
"Recebemos os contratos no final da semana passada e estamos no processo de fechar os detalhes. As minhas instruções do AJ são para fechar o combate e é isso que vamos tentar fazer. Não diria que existem grandes obstáculos, mas é natural, ao receber um contrato, haver vários pontos a discutir. Não é nada de especial, apenas detalhes sobre quem ele enfrenta em julho, quando será o combate, onde vai decorrer", revelou o promotor.

Antes do super-combate, Joshua terá de realizar um combate de preparação em julho. O pugilista vem de uma vitória sobre Jake Paul em dezembro, mas esse regresso foi ensombrado por uma tragédia pessoal: esteve envolvido num grave acidente de viação na Nigéria, que resultou na morte de dois amigos próximos.
Após sofrer lesões no acidente, o britânico espera agora luz verde dos médicos para retomar o treino total, tendo passado as últimas semanas na Ucrânia a trabalhar a condição física com o campeão Oleksandr Usyk.
"O Fury tentou desvalorizar dizendo que já tivemos o nosso combate de preparação contra o Jake Paul, o que achei um pouco atrevido, mas espero que enfrentemos alguém do mesmo nível do Makhmudov e depois o Fury. A proposta que recebemos não é para enfrentar o Tyson Fury de imediato, e essa é a nossa opção preferida. Estamos satisfeitos com isso e contamos estar em ação em julho e depois defrontar o Fury em novembro", comentou Hearn.
Do outro lado, Tyson Fury regressou recentemente de uma reforma de 16 meses, vencendo Arslanbek Makhmudov por pontos.
