A World Boxing tinha decidido no final de abril permitir que os desportistas da Bielorrússia e também da Rússia participassem nas suas competições sob bandeira neutra. No entanto, a federação internacional resolveu finalmente esta terça-feira levantar estas medidas no que diz respeito aos pugilistas bielorrussos.
"O Comité Executivo da World Boxing decidiu que a sua política AIN (Atletas Individuais Neutros) já não se aplicará à Bielorrússia e que os atletas, treinadores, membros do staff técnico e oficiais desse país poderão agora participar nas competições da World Boxing em igualdade de condições com as restantes federações nacionais membros", explicou a organização em comunicado.
"O procedimento AIN da World Boxing continuará a aplicar-se à Rússia", esclarece-se. "Isto significa que as delegações russas não poderão participar com as suas bandeiras nacionais, equipamentos nem hinos, e terão de se submeter a um processo de verificação rigoroso para poderem tomar parte nas competições da World Boxing".
Esta decisão surge após o anúncio feito na quinta-feira pelo Comité Olímpico Internacional. O principal organismo do desporto mundial já não recomenda qualquer restrição contra os atletas bielorrussos, embora mantenha as que afetam os desportistas russos.
Fundada em 2023, a federação presidida pelo cazaque Gennady Golovkin está reconhecida de forma "provisória" pelo COI como a entidade governativa mundial do boxe, em substituição da Associação Internacional de Boxe (IBA), liderada pelo russo Umar Kremlev.
A Rússia e a Bielorrússia juntaram-se à organização, que agora conta com 175 países membros, em março passado.
Após terem sido excluídos do desporto mundial depois da invasão da Ucrânia em 2022, os desportistas russos e bielorrussos foram readmitidos progressivamente em algumas modalidades sob estatuto neutro.
Várias federações, como a de judo ou natação, levantaram recentemente as suas sanções, permitindo novamente que os desportistas de ambos os países compitam a representar as suas nações. Outras entidades, como a Federação Internacional de Patinagem Artística ou a World Athletics, continuam a excluí-los por completo das suas competições.
