“Hoje, foi um dia perfeito para a equipa. Terminámos com a camisola rosa mais um dia, acabámos por vencer com o Alec, foi perfeito. Penso que é mesmo a camisola que nos está a dar alguma força. Foi o primeiro dia que o Alec foi meu colega de quarto e vai hoje e vence a etapa. Tem de ser da camisola”, refletiu o português da Bahrain Victorious.
Alec Segaert atacou a 3.400 metros da meta para dar a primeira vitória à Bahrain Victorious no Giro desde 2023, quando Santiago Buitrago venceu a 19.ª etapa.
Para estrear-se a vencer em grandes Voltas, o belga cumpriu isolado os 175 quilómetros entre Imperia e Novi Ligure em 03:53.00 horas, à frente do compatriota Toon Aerts (Lotto Intermarché) e do uruguaio Guillermo Thomas Silva (XDS Astana), respetivamente segundo e terceiro a três segundos.
“Foi um dia mais ou menos tranquilo de início, depois a Movistar endureceu bastante a corrida na subida. Acabou por ser uma etapa bastante rápida e dura na parte final, com uma descida técnica muito rápida”, descreveu Eulálio, em declarações à assessoria de imprensa da Bahrain Victorious.
Numa etapa sem história, o figueirense de 24 anos aumentou em seis segundos a diferença para os perseguidores da geral, após ter bonificado seis segundos no sprint intermédio.
“Acabei por conseguir seis segundos de bonificação, os outros ciclistas não estavam interessados. Fui buscá-los. Foi mais um dia salvo, com a camisola”, notou.
Eulálio tem agora o dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), o grande favorito ao triunfo final na 109.ª edição, a 33 segundos, com o neerlandês Thymen Arensman (Netcompany INEOS) a fechar o pódio, a 02.03 minutos.
O português da Bahrain Victorious vestiu a maglia rosa após a quinta etapa, na qual foi segundo após integrar a fuga do dia, e já é o segundo ciclista português que mais tempo liderou o Giro, apenas batido por João Almeida, que passou 15 dias como primeiro da geral em 2020.
Depois de mais esta jornada de Eulálio na liderança da Volta a Itália, Portugal detém o recorde de maior números de dia na posse da maglia rosa (24) – Acácio da Silva teve-a dois dias em 1989 - sem qualquer triunfo na geral da prova transalpina.
