"Não tenho qualquer arrependimento. Fiz tudo o que podia", afirmou Tadej Pogačar, o bicampeão mundial, em conferência de imprensa após uma corrida de intensidade impressionante, que perdeu ao sprint frente ao belga com quem se isolou a 53 quilómetros da meta.
Prejudicado por três furos, o primeiro a 120 km do final, o esloveno disse ter "gasto muita energia para voltar ao grupo da frente antes de Arenberg".
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"Tinha mesmo de o fazer, caso contrário seria complicado. Depois tive outro furo, faz parte desta corrida", acrescentou.
Quando ficou sozinho com Wout Van Aert, tentou várias vezes deixar o belga para trás, mas nunca conseguiu.
"Percebi rapidamente que seria impossível largar o Wout nos empedrados e vencê-lo ao sprint. No velódromo, as pernas pareciam esparguete", acrescentou, sublinhando que Van Aert mereceu a vitória.
"Soube sempre recuperar depois de tanta infelicidade. Nunca desistiu e é um herói para todas as crianças", destacou Pogacar.
O próprio podia tornar-se no quarto ciclista da história a vencer os cinco Monumentos, as clássicas mais prestigiadas do calendário, depois de três belgas: Merckx, Rik Van Looy e Roger de Vlaeminck.
Terá de esperar pelo menos mais um ano, e prometeu que "vai tentar novamente a sua sorte" para alcançar este Grand Slam na carreira, mesmo que não conquiste os cinco no mesmo ano, feito que ainda ninguém conseguiu.
"Sim, vou regressar de certeza. Talvez não já no próximo ano, mas ainda tenho alguns anos pela frente para o conseguir", frisou o esloveno de 27 anos.
