Santiago Mesa (vencedor da etapa):
“Muitas vezes, quando se ganha por muito pouco, fica-se em dúvida, mas, quando sabemos que ganhamos, é uma alegria muito grande para mim e para os companheiros. O sprint era um pouco mais duro (do que o perfil de chegadas que mais me favorece), mas ganhei.
Foi um sprint difícil, porque os dois últimos quilómetros eram quase todos a subir. Gastámos muita energia. No final, ganhava quem tivesse energia extra. Não foi dos melhores sprints (que já fiz), mas deu para ganhar.
Pode ser (um objetivo a camisola laranja), porque não? Temos de ver as possibilidades e de a tentar”.
Rui Oliveira (líder da classificação geral):
“O grande objetivo era ganhar a etapa. Sabia que era difícil. Há muitos bons sprinters aqui. Era uma chegada que favorecia, com estes tops, e estive bastante bem, quiçá demasiado na frente. Quem veio de trás teve algum benefício. O Santi esteve mais forte. Os outros corredores à minha frente estiveram mais fortes. Só tenho de lhes dar os parabéns.
Será mais um dia com este sonho de correr as estradas portuguesas de amarelo, a ouvir o meu nome. Só tenho de agradecer do fundo do coração aos portugueses. É incrível poder manter (a camisola amarela).
O sentimento é agridoce. Quero levantar os braços. Se pudesse levantar os braços de amarelo, era muito melhor. A condição está lá. Tenho estado todos os dias na disputa pela vitória. Tenho mostrado o quanto quero ganhar nesta corrida e dar uma alegria a todos os que gostam de mim. Só tenho de agradecer.
Estes últimos 50 quilómetros foram agoniantes. Deixo uma palavra à minha equipa, a todos os que estiveram a tentar fechar a fuga para que pudesse ganhar. Obviamente, sinto-me desapontado por não lhes dar esta vitória, mas não é por falta de tentar. Quero dar esta vitória a mim mesmo e à equipa.
Definitivamente, não é a minha última oportunidade. Há etapas na última semana que me favorecem mais do que amanhã. Estou confiante em mim e na equipa que poderemos conseguir essa vitória, sem tirar o foco do Adrià (Pericas), porque esse é o principal objetivo, estar com ele na geral.
Se for esse o destino, que assim seja. Se tiver de ter uma vitória, que seja antes disso. Será um sonho chegar aos Aliados (e vencer a 10.ª e última etapa)".
Daniel Cavia (segundo classificado na etapa e líder da classificação por pontos):
“Isto é ciclismo. Todos queremos ganhar. Há mais etapas. Acredito que, se não deu ontem (quinta-feira), nem hoje, dará amanhã (sábado) ou em qualquer outro dia. Simplesmente, quero agradecer à equipa pelo trabalho incrível, tanto quinta-feira, como hoje.
É um objetivo meu. Tentarei manter a camisola até ao último dia. Vou lutar todos os dias pelos pontos.
Ao princípio, quis que me arranjassem um sítio para poder sprintar. A faltar 150 metros, vi um espaço e pensava que tinha ganhado. Logo me confirmaram que não. Parabéns ao Santi Mesa. Ganhar uma etapa e poder levantar os braços é o objetivo máximo. Creio que haverá mais oportunidades”.
