Jonas Vingegaard caiu da bicicleta quando faltavam 84 quilómetros para o final da quinta etapa do Paris-Nice, no início deste mês, cortando o lábio superior e aparentando ter magoado o pulso.
Vingegaard contactou o médico da corrida depois de se recompor, mas foi autorizado a terminar a etapa sem mais exames. Mais tarde, verificou-se que tinha sofrido uma concussão.
"Contactei o médico da corrida porque tinha sangue na cara. Mas eles não quiseram verificar se tinha sofrido uma concussão, o que achei estranho. Os meus óculos estavam partidos, tinha sangue na cara e na sobrancelha. No futuro, deviam verificar todos os que são atingidos dos ombros para cima antes de os deixarem continuar", disse Jonas Vingegaard à imprensa, a partir do campo de treinos a grande altitude na Serra Nevada.
Nos dias que se seguiram ao acidente, só conseguiu manter-se acordado durante uma hora de cada vez.
E não ajudou à recuperação o facto de estar demasiado ansioso por voltar a andar de bicicleta.
"No início, sofri com isso, mas todos os dias fazia progressos e, na segunda-feira (quatro dias após o acidente), pensei que podia tentar sentar-me na bicicleta durante uma hora. O tiro saiu mesmo pela culatra. Fiquei muito tonto e tive de ir dormir, por isso não toquei na bicicleta durante os quatro dias seguintes. Na sexta-feira ou no sábado seguintes, foi o meu primeiro dia na bicicleta. Mas nessa altura já era tão tarde que tive de cancelar a minha participação na Volta à Catalunha", explicou Jonas Vingegaard.
O acidente significou que Vingegaard teve de reprogramar o seu calendário. O Critérium du Dauphiné, em meados de junho, será o seu único teste de força antes da Volta a França.
