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Depois do nulo ao fim de 90 minutos, Marrocos esteve muito perto de garantir a qualificação já no prolongamento. Aos 118 minutos, Fatima Tagnaout teve nos pés uma oportunidade de ouro para colocar as anfitriãs na final, mas Bihina adivinhou o lado e defendeu o penálti, levando a decisão para os 11 metros.
Aí, a guarda-redes voltou a assumir o protagonismo. Bihina defendeu as tentativas de Kenza Chapelle, Maryame Atiq e Sakina Ouzraoui e foi determinante no triunfo dos Camarões por 3-1 nas grandes penalidades. A exibição valeu-lhe ainda a distinção de MVP, pelo segundo jogo consecutivo.
Bihina já tinha sido decisiva nos quartos de final, diante da Nigéria, assumindo um papel fundamental na qualificação camaronesa. Frente a Marrocos, repetiu a façanha e reforçou o estatuto de uma das grandes figuras da seleção nesta caminhada até ao jogo decisivo.

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Os Camarões ficam agora a apenas um passo do título continental e terão pela frente o surpreendente Malawi na final. Para Michaely Bihina, a CAN-2026 está a transformar-se numa competição de afirmação absoluta, marcada por intervenções decisivas nos momentos de maior pressão.
