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NFL aposta no mercado africano com uma competição no Quénia

Um jogador da equipa nigeriana de flag football celebra após um touchdown
Um jogador da equipa nigeriana de flag football celebra após um touchdown Luis TATO / AFP

A NFL chegou ao Quénia com a sua mais recente competição no continente africano, numa tentativa de conquistar novos adeptos para o desporto.

Os desportos norte-americanos têm procurado cada vez mais entrar no mercado africano. A NBA, por exemplo, lançou em 2019 a Basketball Africa League, uma Liga de grande destaque sediada no Ruanda.

Nos últimos dias realizou-se em África a 3.ª edição anual da competição de flag football organizada pela NFL, uma variante sem contacto que tem ganho popularidade em todo o mundo e que fará a sua estreia como disciplina olímpica nos Jogos de Los Angeles 2028.

Ao longo dos três dias de competição, o Egipto sagrou-se campeão na categoria masculina, ao vencer equipas do Quénia, Gana, Nigéria e África do Sul. Na categoria feminina, a vitória foi para a Nigéria.

O evento incluiu também uma sessão de deteção de talento com olheiros da NFL, à procura da próxima estrela que possa chegar à Liga.

"O flag football é muito acessível, qualquer pessoa pode jogá-lo", disse Osi Umenyiora, que conquistou dois Super Bowls pelos New York Giants e agora lidera a NFL África.

"À medida que a NFL procura expandir-se e continuar a crescer, especialmente em todo o continente africano... a participação é fundamental", afirmou.

"Todos sabemos o que o desporto pode fazer pelas pessoas: permite-lhes escapar de qualquer situação em que se encontrem e dá-lhes esperança. É isso que tentamos alcançar aqui", acrescentou.

A Nigéria já garantiu um lugar no Mundial de flag football, que se vai realizar em agosto em Düsseldorf, Alemanha, onde espera qualificar-se para os Jogos Olímpicos.

"Há muito tempo que jogamos flag football da NFL — desde 2016 — e o desporto cresceu até contar com 40 equipas (na Nigéria), o que nos dá vantagem sobre outros países africanos", explicou o treinador nigeriano Ephraim Faloughi.

"Nunca pensei que pudesse ser olímpico; agora temos essa oportunidade", acrescentou.

A NFL tem vindo a reforçar a sua presença internacional nos últimos anos, disputando alguns dos seus jogos na Europa e na América do Sul.