Cafu foi o capitão quando o Brasil conquistou o seu quinto Mundial, ao vencer a Alemanha por 2-0 na final de 2002, em Yokohama.
Também integrou a equipa que bateu a Itália nas grandes penalidades para conquistar o título em 1994, em Pasadena.
"Vinte e quatro anos depois do último título, penso que é o momento perfeito para o Brasil", afirmou Cafu aos jornalistas em Madrid, onde está a marcar presença nos Prémios Laureus.
"Trouxemos também um treinador habituado a vencer, Carlo Ancelotti, que vai acrescentar ainda mais grandeza à seleção brasileira", acrescentou.
Cafu, que jogava como lateral-direito, referiu que o Brasil já tinha qualidade no meio-campo e no ataque, pelo que Carlo Ancelotti concentrou-se em reforçar a defesa para o torneio deste ano, que vai decorrer nos Estados Unidos, México e Canadá.
"Porque se o Brasil não conceder golos num Mundial, certamente vai marcar um golo por jogo", disse Cafu.
O antigo capitão espera que o avançado do Real Madrid, Vinícius Junior, frequentemente envolvido em polémicas, realize um grande torneio: "O Mundial é a melhor forma de ultrapassar qualquer tipo de polémica. Nesses oito jogos (caso cheguem à final), o Vinícius Junior tem potencial para mostrar ao mundo inteiro o seu valor e aquilo que pode fazer no futebol."
Vinícius Júnior fez uma assistência na vitória por 3-1 frente à Croácia em Orlando, a 1 de abril, dissipando dúvidas após a derrota diante da França, noutro particular.
Endrick, de 19 anos, também brilhou nesse triunfo sobre a Croácia.
"Acho que é uma boa fase para ele", referiu Cafu, que considera que a decisão do Real Madrid de emprestar o avançado ao Lyon, de França, no ano passado, foi positiva para o jovem.
"Fez-lhe muito bem. Ajudou-o a crescer, a jogar, a deixar a sua marca e a tornar-se uma peça importante. É evidente que, no Real Madrid, com tantas estrelas, é difícil para um jovem afirmar-se como titular. É um jogador jovem que pode dar muito ao Brasil, e tenho a certeza de que o Ancelotti está a olhar para ele com bons olhos", acrescentou Cafu.
As casas de apostas colocam o Brasil entre os cinco principais favoritos, com a campeã europeia em título, a Espanha, a liderar as preferências.
