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FIFA defende-se das críticas: "Ninguém está a vender o futebol"

Infantino está debaixo de fogo
Infantino está debaixo de fogoREUTERS

A FIFA defendeu esta semana os planos para a venda de ações do Mundial, numa altura em que cresce a polémica. UEFA, CONCACAF e AFC já rejeitaram a ideia de forma pública

Depois de as nações europeias, da Asia e da América do Norte e Central se terem unido contra os planos de venda dos direitos do Mundial, a FIFA emitiu um comunicado na sexta-feira, defendendo a proposta amplamente contestada.

"Respeitamos o feedback e as preocupações manifestadas publicamente e reafirmamos o nosso compromisso com uma consulta aberta e democrática", pode ler-se no comunicado: "Vamos avançar com este processo de consulta para garantir que cada associação membro (MA) possa expressar o seu voto com base em factos. Ninguém está a vender o futebol. Isto é algo que a FIFA nunca consideraria."

O xeque Salman, aliado de Infantino desde que perdeu as eleições presidenciais da FIFA para ele em 2016, escreveu que "uma iniciativa deste género não terá sucesso sem o apoio de todas as confederações, o que não acontece neste momento."

A Premier League, a FA, o primeiro-ministro Andy Burnham e muitas outras federações e personalidades ridicularizaram os planos da FIFA, que terão de ser decididos até 19 de setembro caso os países pretendam aceder a um montante inicial de 20 milhões de dólares (17 milhões de euros).