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Maurizio Sarri deixa Atalanta em alerta: ''O Hapoel é muito forte, vai ser uma batalha"

Maurizio Sarri, treinador da Atalanta
Maurizio Sarri, treinador da AtalantaMICHELE MARAVIGLIA / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

"Sorteio da Liga Conferência complicado, vamos ter de ter muita vontade. Somos uma equipa em construção com a dificuldade de ter de construir no verão do Mundial. Os jogadores, no entanto, têm uma disponibilidade extrema", afirmou Maurizio Sarri, treinador da Atalanta.

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"Do sorteio saiu-nos uma equipa muito mais forte do que o previsto, com qualidade e capacidade de sair em transição. Um adversário que merece respeito. Vai ser uma batalha", alertou Maurizio Sarri, treinador da Atalanta, na véspera do playoff da primeira mão da Liga Conferência frente ao Hapoel Tel Aviv, que inaugura a época das competições europeias: "Espero um grande nível de determinação e vontade. Deve ser encarado como um jogo de 180 minutos".

"Os dois médios deles alternam entre técnica e força física, enquanto os três atrás do avançado têm bom nível e boa capacidade física", prosseguiu o técnico dos bergamascos.

"Vi-os bem também nas transições longas: historicamente, os preliminares para as equipas italianas são difíceis, porque mais do que as outras carregam o peso da preparação", lembrou Maurizio Sarri.

"Somos uma equipa em construção com a dificuldade de ter de construir no verão do Mundial. Os jogadores, no entanto, têm uma disponibilidade extrema. Claro que Sulemana, De Ketelaere e Ahanor teriam dado muito jeito. O Charles fez um exame, a evolução é positiva e no sábado deverá voltar a treinar-se com o grupo. O Ahanor, por sua vez, ainda tem de fazer exames", esclareceu o técnico italiano.

"No mercado confio em Giuntoli"

"O mercado faz-se entre as necessidades técnicas e as do clube. Temos quatro jogos em 12 dias, não vou estar sempre a pedir novidades ao Giuntoli". Assim respondeu Maurizio Sarri durante a conferência de imprensa às perguntas sobre o mercado do clube. "Confio no diretor desportivo e no clube quanto às eventuais oportunidades", acrescentou o técnico.

Sobre a última contratação, o treinador dos bergamascos foi cauteloso. "O Kristensen chegou devido à saída do Djimsiti, que tomou uma decisão que nos deixou tristes: foi satisfeito por tudo o que deu. Parece potencialmente forte, vem de um longo período numa defesa a três e, por isso, com orientação para o adversário em vez da bola: vai precisar de um período de adaptação, mas é um jovem com qualidade".

Na defesa e no meio-campo, de qualquer forma, Sarri mostrou-se satisfeito: "O Kossounou e o Scalvini nas últimas duas partidas estiveram bastante bem, mas ainda estamos numa fase de transição. O Samardzic não é uma grande novidade, no Udinese, mesmo com um sistema diferente, ocupou a mesma posição em campo. E o rapaz gosta muito, tal como eu gosto dele. O Ederson é um jovem alegre que tenta dar tudo. Mas é todo o grupo que me dá satisfação".