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Os médios defensivos cumprem quando quase não se dá por eles em campo. Neste aspeto, o duplo pivô Joshua Kimmich - Aleksandar Pavlovic destaca-se. Nos duelos diretos frente ao Real Madrid e na primeira mão da meia-final diante do PSG, a dupla esteve em destaque, mas foi sobretudo o mais jovem a surpreender.
A revelação Pavlovic
Com 22 anos, Pavlovic tornou-se imprescindível para Vincent Kompany, somando 13 titularidades consecutivas na Liga dos Campeões. Os quartos de final frente ao Real Madrid foram um teste enorme. No final, impressionou. Mais predisposto para o duelo do que Kimmich (19 disputados contra 9), o jogador natural de Munique funcionou como primeira barreira, perdeu pouquíssimas bolas (7), foi exímio nos passes longos (6/6 nos dois jogos) e também no jogo curto, com 92% de passes certos na primeira mão (72/78) e 95% na segunda (93/98). Para completar, marcou o golo do empate na Allianz Arena apenas 5 minutos depois do erro de Manuel Neuer. O assistente no canto? Kimmich, naturalmente.
Contra o PSG, Pavlovic teve menos bola, mas o seu rendimento voltou a ser notável: 95% de passes completos (62/65), 6 desarmes ganhos, 8 duelos ganhos em 12, 2 passes-chave (um deles decisivo), apenas 5 bolas perdidas e nenhuma falta cometida.

Se Kimmich fez a assistência para Dayot Upamecano reduzir para 5-3, a exibição do mais experiente foi menos completa, sobretudo no impacto físico (2 duelos ganhos em 7), mas o seu jogo longo foi muito útil ao Bayern (9/12, sendo que os três passes falhados foram cruzamentos). Por outro lado, depois de um número invulgar de perdas de bola frente aos espanhóis (37 em dois jogos), voltou aos seus padrões, com apenas 8 perdas.
O controlo do ritmo, a principal necessidade do Bayern
O paradoxo desta dupla é que, apesar do posicionamento de Jamal Musiala e Harry Kane (cujas posições médias quase coincidem), o Bayern acabou por ficar desequilibrado, sobretudo porque o PSG procurou sempre acelerar o jogo para tirar os bávaros da sua zona de conforto.
Isto também se deve ao facto de os parisienses terem um futebol muito mais fluido e versátil do que o do Real Madrid, o que permitiu ao duplo pivô atuar maioritariamente no meio-campo merengue.

O desenrolar da primeira mão foi desfavorável a Kompany, talvez por ter estado suspenso e na bancada. O segundo jogo em casa deve permitir ao Bayern recuperar o controlo da partida. Porque, mesmo com um duplo pivô eficaz, o jogo fora de posição continua a favorecer o PSG, provavelmente a melhor equipa do mundo neste aspeto.

