Reveja aqui as principais incidências da partida
Na flash interview:
Análise: “Foi um jogo difícil como podias esperar numa meia-final da Liga Europa. Tivemos mais um contratempo na primeira parte, com a lesão do Ricardo Horta e obrigou a uma substituição antes do previsto. Outro contratempo na forma de golo, entre dois jogadores, num momento em que a equipa estava bem, agressiva, que não estava satisfeita com o primeiro golo. Superamos tudo, inclusive um penálti falhado. Continuámos a tentar, nunca deixámos de acreditar, é uma das marcas desta equipa, e conseguimos a recompensa. Estamos em vantagem no intervalo da eliminatória. Na próxima semana, o Friburgo vai tentar dar a volta e temos de estar preparados para fazer outro bom jogo. Vamos dar tudo pela final”.
Ricardo Horta: “Não sei, o Víctor Gómez foi para o hospital com uma fratura no dedo. É preciso ver, não são coisas de dois dias. Temos sete lesionados, vamos continuar, a equipa tem de continuar. Os que podem estar, estão e os que não estão vão dar apoio. Vamos à segunda mão com os que temos”.
Lateral-esquerdo: Foi o Ricardo Horta que jogou mais à esquerda, para tentar que nos oferecesse um pé direito para combinações por dentro. Gorby tem mobilidade e podíamos gerar oportunidades. Foi o que pensámos, tivemos de ajustar com a entrada de Dorgeles, que dá outras coisas, mas é um pé esquerdo. Deixaram a alma, acreditaram, tiveram uma recompensa”.
Zalazar: “Vou continuar a confiar. Só falham quem assume a responsabilidade. Marcou muitos em situações decisivas nesta temporada já”.
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Na conferência de imprensa:
Adeptos: "Notou-se o apoio, que os adeptos estavam motivados e nos queriam ajudar. Ajudaram, sem dúvida. Ainda falta a segunda parte desta eliminatória, na Alemanha vai ser difícil, o Friburgo sabe dar a volta a isto e temos de estar preparados. É um jogo difícil, temos muitas adversidades, por isso temos de continuar a lutar para impôr o nosso jogo e ganhar a partida para estar nesta final".
Segunda mão: "Vai ser um jogo difícil, com uma equipa que quer dar a volta ao resultado. Temos uma vantagem mínima, mas mostra que a equipa queria e lutou para vencer até ao fim. Fomos sofrendo adversidades durante a partida, mas a equipa não desistiu e, fruto disso, chegou ao segundo golo. Foi tarde, mas dá-nos uma vantagem. Não é muito significativa, mas temos de fazer muitas coisas boas para estar na final".
Duelos físicos: "Houve muitos aspetos importantes, sobretudo a mentalidade da equipa, que lutou contra as adversidades, nunca deixou de insistir e foi uma equipa. O golo tardio já podia ter surgido antes, também podíamos ter sofrido, mas o golo é uma demonstração do que é a equipa. São rapazes que não desistem".
Capacidade defensiva: "A equipa esteve toda bem. Todos têm de acrescentar coisas à defesa. Gostavámos de defender apenas junto à baliza do adversário, mas nem sempre é possível. Conseguimos neutralizar os ataques da equipa rival. A maneira como atacamos, permite-nos defender como defendemos. A equipa controla o jogo e a bola para ter menor esforço defensivo".
Foco do grupo e jogo com o Estoril: "Temos de jogar porque faltam-nos pontos. O Estoril é uma equipa perigosa e dinâmica. Vem de resultados negativos, mas acho que vai ser um jogo difícil domingo. Temos de estar preparados".
Dorgeles: "Todos vão ser importantes e quantos mais tivermos preparados para o próximo jogo, melhor. O Mario começou bem a temporada, num país novo, com uma mudança de idioma. Teve uma lesão no tornozelo que o deixou dois meses fora da equipa. Teve altos e baixos, mas treina com muita vontade, gosta de jogar futebol e estou contente por ele ter o prémio deste golo. Não olhamos para os números, mas sabemos que quando eles lutam por um lugar na equipa e marcam um golo importante como este dá-lhes confiança. Estou muito contente por ter marcado esse golo".
Sonho de chegar à final: "Dizem-me em casa que rio pouco. A realidade é que temos um golo de vantagem. Estou contente, os rapazes fizeram um jogo exemplar, mas hoje não conseguimos o apuramento. É preciso ir à Alemanha, contra uma equipa de Bundesliga, que vai tentar ser melhor do que hoje, tentar ser competitiva. Vamos ter um jogo exigente. Tenho os pés no chão. O objetivo de passar os quartos está conseguido, mas agora temos de jogar 90 minutos de futebol na Alemanha. Jogar na Alemanha nunca foi fácil para ninguém e não será para nós. Sorrir? Ainda não tenho motivos. O trabalho do grupo é espetacular, mas ainda não há troféus. A matemática diz que preciso de pontos nos próximos jogos da Liga e isso faz-me focar no processo e gerir os esforços do grupo. Vamos jogar 61 jogos, oxalá 62, mas gostaria de ter jogado 64 ou 65. Queria muito ter ido às meias-finais e à final da Taça. Não sei em que estado estaríamos se tivéssemos de jogar uma meia-final de Taça".
