Rui Neto (treinador do Óquei de Barcelos):
"O jogo é fácil de analisar. Ficou completamente condicionado aos três minutos. O Sporting ganhou vantagem, foi eficaz, nós tentámos de tudo para fazer um golo e para discutir o resultado. Tentámos várias situações, mas o Sporting soube gerir a vantagem e foi bastante mais eficaz. Isso não retira uma vírgula ao orgulho que tenho na minha equipa e ao que mostraram aqui hoje e neste fim de semana.
(Questão sobre atraso ao intervalo e se a equipa ponderou não voltar à pista) Isso estava completamente fora de questão não aparecer. Demorámos um bocadinho mais a entrar na segunda parte porque a palestra foi mais prolongada.
O apoio dos adeptos é único, mas nós também o merecemos. O 4-0 parece-me até exagerado, mas ninguém pode apontar o que quer que seja aos meus jogadores, em atitude, crença e procura. Reconheço que também não foi o nosso dia mais inspirado.
Eu não era árbitro de hóquei em patins por dinheiro nenhum do mundo. Vou só dizer as minhas dúvidas e não vou dar nada como dado adquirido: parece-me que o lance do vermelho do Ivan Morales é precedido de um penálti claro sobre ele na recarga do penálti. Foi a minha visão, mas posso estar errado. Não vou justificar a derrota por essas ações.
O que incomoda mais foi ter levado um cartão amarelo quando estive quase 50 minutos sem falar com ninguém e, supostamente por indicação da mesa, estava a protestar e levei cartão amarelo. Não corresponde minimamente à verdade".
Edo Bosch (treinador do Sporting):
"Logicamente, não podemos dizer que o vermelho não condicionou o Barcelos, é lógico que sim, mas uma ação que, pelo que disseram os árbitros, o jogador bateu com o stick na cabeça do nosso, então é vermelho.
O VAR (sistema de revisão de vídeo) veio para ajudar-nos, mas os primeiros a terem de ajudar têm de ser os jogadores e os treinadores. Na primeira parte, nenhuma equipa ajudou os árbitros a utilizar o VAR para ser um jogo mais fácil. Pelo contrário, protestámos, complicámos, os jogadores exageraram e uma parte não pode durar uma hora.
(Importância de Nolito) A quantidade de títulos que tem e quem é o Nolito no mundo do hóquei, podia estar aqui toda a tarde... Hoje, é verdade que marcou quatro golos, mas destacaria a equipa a nível defensivo, em que estivemos fantásticos. Não é fácil parar uma equipa como o Óquei de Barcelos, que cria, dispara, joga atrás da baliza. Antes do jogo, dizia que quem estivesse melhor defensivamente, ia ganhar a final. Assim foi. A nível ofensivo, fomos inteligentes e fomos criando muitas situações de perigo.
É certo que quem marca quatro golos sai em primeira página, mas hoje tenho um orgulho incrível nestes jogadores. Em quatro finais este ano, ganhámos três. Estamos a subir e o Sporting que se viu hoje é o que se está a preparar para os títulos que ainda faltam disputar nos próximos meses. É uma equipa que defende muito bem, que é muito inteligente a atacar e com uma qualidade individual fantástica”.
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