O Aston Martin continua a ser o último carro da grelha de Fórmula 1, mas tem apontado o fim de semana de 24 a 26 de julho como o da primeira grande evolução do AMR26, que todos na equipa britânica esperam que lhes permita dar um salto significativo em termos de desempenho.
Apesar disso, Pedro de la Rosa quis transmitir que o objetivo da evolução que chegará ao Hungaroring e continuará até ao final da temporada não é vencer corridas: "Tem de ajudar os pilotos a lutar, basicamente... a lutar, a desfrutar, a ter uma plataforma mais previsível, mais rápida e, no fundo, mais competitiva, por isso nunca devemos definir um objetivo em relação à rapidez ou ao tipo de salto que queremos dar com esta melhoria, porque ainda há muitas incógnitas e devemos ser muito cautelosos, pois não faz sentido dizer nada; simplesmente temos de cumprir", afirmou numa conversa com PlanetF1.
"O Adrian (Newey) explicou-o muito bem. Não se trata apenas de uma melhoria aerodinâmica; há muitas áreas do carro que vão ficar mais fortes, começando também por melhorar o programa de redução de peso que estamos a implementar, por isso só espero que, quando o Lance e o Fernando saírem do carro, tenham um sorriso e tenham conseguido lutar. Para já, não conseguimos lutar", acrescentou.
Diversas informações apontam que as melhorias do AMR26 poderão tornar o carro mais de um segundo por volta mais rápido, o que até poderá aumentar com os ajustes que a Honda tem previstos para o seu motor para o Grande Prémio dos Países Baixos.
"Estamos entusiasmados, mas também somos realistas. A mensagem é que estamos a trabalhar sem descanso. Há muitas áreas que estamos a melhorar, e vamos continuar a melhorar, mas ainda haverá muitas outras que precisarão de ser aperfeiçoadas", prosseguiu o espanhol.
"Só precisamos de dar tempo aos nossos funcionários para desenvolverem as ferramentas e trabalharem nelas. Por isso, é um momento muito emocionante. Pode não parecer, olhando para a nossa situação atual na grelha, mas são tempos realmente entusiasmantes. Tudo está a encaixar e o puzzle está a ser completado", concluiu De la Rosa.
